Com a mão na massa pelo próximo


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Imagem mostra Mara Kanfnan e Daniel Hill
Imagem mostra Mara Kanfnan e Daniel Hill
“Colocar a mão na massa e fazer a diferença”. Essa é a principal marca da ONG Habitat para a Humanidade. Entidade internacional, fundada há 30 anos nos Estados Unidos, trabalha para construir lares pelo mundo todo para abrigar famílias carentes. Em mutirão e com ajuda de voluntários estrangeiros, a filial de Franca mudou a vida de muitas famílias. [FOTO2] Depois de morarem no Paraná, dividirem um cômodo em casa emprestada no Jardim Panorama em Franca, pagar aluguel durante três anos no City Petrópolis e morar como caseiros em uma chácara, o jardineiro Adolfo Luís, 66, sua mulher, a doméstica Cristina de Oliveira, 33, e os três filhos - Jacilene, Valmir e Valdeir - se mudaram para a casa própria no dia 18 de dezembro de 2005. Nordestinos, decidiram tentar a vida no sul do País. Em Franca, chegaram em 1994. O terreno na Vila Real onde construíram a residência foi doado pelo patrão de Adolfo. A construção foi possível graças ao apoio da Habitat. As obras receberam ajuda de voluntários estrangeiros e dos próprios moradores, que dedicaram algumas horas para carregar materiais e concretizar os 120 metros quadrados com dois dormitórios, sala e cozinhas integradas e o banheiro. Os moradores receberam a casa no contrapiso e estão incrementando quando “sobra um dinheirinho”. Já construíram um balcão dividindo a cozinha e a sala, pintaram as paredes e querem construir um muro de arrimo e portão para fechar a residência. “É um sonho de todo mundo.” A família paga R$ 127 mensais do financiamento feito pela ONG e quitará a dívida em dez anos. “Pagar o que é da gente é diferente. Os anos passam até mais rápido”, disse Cristina. LARES EM FRANCA A filial da ONG Habitat em Franca foi instalada em janeiro de 2001. Até o momento, a entidade construiu 45 casas no Jardim Santa Bárbara, Aeroporto II, Vila Real e Jardim Líbano, entregues desde janeiro de 2002. Outras cinco casas estão em construção em diferentes bairros da cidade. Esses imóveis são feitos em terrenos particulares pelo projeto “Edificando Lares, Mudando Vidas” em parceria com Citigroup, banco internacional que financia as obras. A previsão é entregá-los até o fim de 2006. Neste programa, as casas custam cerca de R$ 20 mil, que poderão ser pagos pelas famílias em dez anos. As unidades do Jardim Santa Bárbara foram construídas em terreno doado pela prefeitura na administração passada. Os sobrados foram feitos em mutirão e custaram em média R$ 12.500. Os moradores poderão pagar o financiamento feito pela ONG em até 18 anos, com prestações que não ultrapassam 20% da renda familiar mensal. A proposta é encontrar meios de reduzir ainda mais os custos das construções. A organização estuda firmar convênio com a CEF (Caixa Econômica Federal) e fazer imóveis por R$ 11 mil, destinados a atender famílias com renda de um salário mínimo (R$ 350). “O banco assumiria uma parte da construção, ou seja, não cobraria das famílias”, disse Luiz Mendes, agente administrativo da Habitat.

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