Este colunista, francano, que conhece e acompanha, entre outros serviços de interesse público, os que a Sabesp presta a Franca pelo fornecimento de água potável, publicou nesta coluna, na edição de 30/31 de julho, um texto em que comentou a proximidade do vencimento do contrato celebrado entre aquela Empresa e a Prefeitura de Franca. No pequeno artigo, punha-se em relevo a eficiência da Sabesp na qualidade do precioso líquido fornecido à população a partir de 1977, e nos esforços em recursos e em tecnologia, para acompanhar o crescimento populacional nos anos seguintes. Por isso, esta coluna fazia votos para que, após entendimentos com o Poder Público Municipal, se chegasse a um acordo para que o fornecimento de água continuasse sem interrupção de continuidade, atendendo ao crescimento demográfico da cidade. Através do Ofício RG 126/2006, de 21 de agosto, a Sabesp agradeceu as palavras da Gazetilha de 30/31, destacando: “Gostaria de, nessas poucas linhas, agradecer-lhe pelo seu texto no Jornal Comércio da Franca dos dias 30/31 de julho últimos, tanto pela referência a tema tão significativo para a vida das pessoas e para o desenvolvimento da nossa cidade - saneamento - como por dizer que a cidade se orgulha do atual serviço de água. E agradeço em meu nome e dos demais profissionais que, no passado e no presente, têm feito da prestação desses serviços uma missão de vida”. O Ofício foi assinado por João Baptista Comparini, superintendente da Sabesp.
Esta folha, como sabem os leitores, está sempre atenta aos problemas locais e às suas implicações. E já foi noticiado que o prefeito, Sidnei Rocha, talvez impaciente com as discussões relativas à continuidade ou à interrupção dos serviços da Sabesp, acabara de decretar a intervenção naquela empresa, a fim de que a prefeitura se sub-rogasse na administração e funcionamento dos serviços de fornecimento de água. E essa notícia, obviamente, causou surpresa à população, por não compreender as razões pelas quais essa medida drástica fora decretada, em meio à discussão de possibilidades de renovação de contrato, atendendo a direitos de ambas as partes.
Sabe-se que o problema do fornecimento de água precisa ser resolvido com urgência. O apelo à Justiça, quer pelo prefeito quer pela Sabesp - ou por ambas as partes -, pode acarretar prejuízos e dificuldades para a população, dada a morosidade com que o Poder Judiciário atua. E não se pode admitir que, por razões financeiras marginais e de discutível intransigência, se perca o serviço da Sabesp, pela sua operosidade, pela preocupação em alcançar novas fontes de água e pela excelência de seu trabalho técnico, na defesa da saúde de 328.000 habitantes e moradores de Franca. E que não se perca de vista o velho brocardo latino: “Salus populi suprema lex est”.
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