Mãe e mulher de dupla pedem perdão às famílias


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A segunda-feira 25 de setembro será de recordações amargas para a diarista RG, 40. No período da manhã, os policiais prenderam o filho dela. À noite, foi a vez do marido ser detido e levado para a cadeia. Ambos confessaram participação nos brutais assassinatos. A mulher de Ivan Stafussa trabalha há dois anos no mesmo bar do qual ele era garçom e onde escolhia suas futuras vítimas. Logo depois, passaram a morar juntos. “Ele nunca demonstrou violência. Ninguém suspeitava dele. Para mim, foi uma surpresa muito grande.” Perguntada se continuaria com ele, não respondeu diretamente. “Primeiro, quero olhar na cara dele. Só depois posso dizer alguma coisa.” RG disse que só soube do envolvimento de Ivan e André nos crimes depois que eles foram presos. A polícia não acredita na versão. “Quando fugiu para o Paraná, na quinta-feira, o Ivan contou a ela o que foi feito. Logo após a prisão do André, familiares ligaram no Paraná para avisá-lo”, disse um policial. Em entrevista gravada ao Comércio, a diarista disse que também estaria sofrendo e que só dorme com a ajuda de calmantes. “Corta o coração saber que tiraram a vida de pessoas inocentes. Sinto a mesma dor dos familiares das vítimas, pois me coloco nos lugares deles. Gostaria de pedir perdão. O André e o Ivan terão que pagar pelo que fizeram. Só não acho justo ser discriminada e apontada como culpada. Nunca ensinei ninguém a fazer coisa errada”. A diarista acredita que o filho estivesse pedindo socorro quando ligou para a polícia querendo ser preso. “Ninguém entendeu, nem nós da família.”

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