Com apenas 18 anos, André tem 7 roubos e 3 latrocínios


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JUVENTUDE PERDIDA - Cego de um olho após tentar o suicídio para não ser preso, André Ricardo Torrente Reche, 18, confessou ter matado três pessoas para roubar
JUVENTUDE PERDIDA - Cego de um olho após tentar o suicídio para não ser preso, André Ricardo Torrente Reche, 18, confessou ter matado três pessoas para roubar
André Ricardo Torrente Reche nasceu em agosto de 1988 na cidade de Rolim de Moura (RO). Em 1995, se mudou com a família para Goiânia. Nove anos depois, veio para Franca com a mãe e quatro irmãos. A família mora em uma casa da Rua Voluntários da Franca, Estação. Ele não trabalhava. Os vizinhos se assustaram ao ver a foto dele estampada no jornal após confessar os assassinatos. “É um garoto jovem e de boa aparência. Sempre encontrava ele perto do ponto de ônibus e jamais poderia imaginar que seria capaz de fazer o que fez”, disse uma mulher que pediu anonimato. André ia diariamente a bares freqüentados por prostitutas. Era amigo dos clientes e não despertava suspeitas. “Tomei cerveja com ele várias vezes. Poderia ter sido uma de suas vítimas”, disse o sapateiro RBA, 25. A diarista RG, 40, mãe de André, disse que ele teve uma infância difícil. “O pai era um alcoólatra e espancava meus filhos. Por isso, me separei dele”. Apesar dos problemas em casa, o garoto era obediente e não dava trabalho. A mulher disse que o comportamento do filho começou a mudar depois que chegaram a Franca. “Ele trabalhava como entregador de frutas e verduras e tinha carteira assinada. No ano passado, começou a se envolver com más companhias e a andar com gangues. Ficou fora de casa uma semana e matou o mototaxista”. Depois de matar pela primeira vez, André se envolveu em pelo menos sete roubos, foi baleado e tentou o suicídio para não ser preso. Ferido no intestino, tem de usar bolsa de colostomia. Ficou cego do olho esquerdo. “Acho que não errei na criação. Meus outros filhos nunca me deram trabalho. Não sei o que passou na cabeça dele. Quero que um médico avalie a situação dele e me fale”.

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