Abertura
A reunião de avaliação do primeiro ano de atividades do Conselho de Leitores do Comércio da Franca foi realizada no dia 23 de agosto e contou com a presença dos conselheiros Adenair Dias, Ana Célia Nascimento Borges, Juliana Sanches Passos, Joelcy Passos de Vasconcelos, Ricardo Veríssimo Júnior, Rita Maria Mozetti Silva e José Ramon Ribeiro, que espiritualizou o encontro citando Matheus, capítulo 6, versículo 31: em todos os lugares há derrotistas e há confiantes. Os confiantes devem renovar suas atitudes em todas as oportunidades contra os derrotistas.
Tripulação
Também presentes à reunião estiveram a presidente do Conselho de Administração do Comércio, Sônia Machiavelli Corrêa Neves; a diretora administrativa Dulce Louzada Xavier; a editora-chefe Joelma Ospedal; a editora Priscilla Salles; o coordenador de pauta, Luiz Neto e o diretor-responsável do jornal, Corrêa Neves Jr., que coordenou a reunião.
Atuação
Conforme relatado resumidamente na edição do dia seguinte ao da reunião, o encontro teve como mote principal o balanço das atividades do Conselho ao longo desse primeiro ano de existência. O jornalista Corrêa Neves Júnior confirmou a grande contribuição dada pelos conselheiros ao jornal e enumerou várias mudanças promovidas no jornal a partir da opinião desses membros críticos, participativos e apaixonados.
SAC
A criação do Serviço de Atendimento ao Consumidor foi uma das muitas medidas efetivas que o jornal implantou a partir da sugestão dos conselheiros. O SAC, que funciona sob responsabilidade de Gislaine Cristina da Silva, atende hoje centenas de leitores por mês, com sugestões e críticas. Todos as manifestações são prontamente atendidas ou encaminhadas para os setores competentes para serem esclarecidas.
Linguagem
Em várias reuniões no último ano, os conselheiros pediram textos mais curtos e linguagem mais próxima do leitor. A reportagem e edição vêm procurando seguir a orientação. O caderno Brasil é um exemplo dessa nova forma de abordagem e linguagem: matérias econômicas passaram a ser produzidas com linguagem mais leve ao mesmo tempo em que se adaptaram a cenários mais conhecidos dos leitores. O que um salário mínimo comprava há um ano? O que compra o novo salário mínimo? Por que o dólar sobe? E por que desce? Todos entenderam melhor.
Outras mudanças
Corrêa Neves Jr. enumerou outras mudanças implementadas com base na opinião dos conselheiros. As capas com arte, cobertura mais detalhada das reuniões da Câmara, mais páginas em cores, aprofundamento das notícias referentes ao atendimento de saúde pública, entre outras. Na avaliação geral, o Comércio, que contou com rica contribuição do Conselho de Leitores, é hoje ainda melhor do que há um ano.
As fotos
O assunto fotografia sempre suscita discussões quentes nas reuniões. Esse último encontro foi precedido por uma semana pródiga em fotos polêmicas. A mais delicada, sem dúvida, foi a que retratou o assassinato do gerente Edmar Machado, morto degolado. A decisão editorial de publicação das fotos foi tomada após a conclusão de que somente uma foto poderia traduzir a selvageria do crime.Os conselheiros se dividiram. Parte acredita que os leitores deveriam ser resguardados de imagens chocantes; outra corrente defende que o jornal deve, sim, publicar tudo, inclusive imagens fortes.
Clubinho
O Clubinho - suplemento infantil do Comércio - se transformou no xodó dos conselheiros. As modificações propostas ao longo do ano e implementadas pela editora Sônia Machiavelli Corrêa Neves, produziram um caderno mais adequado a seus pequenos leitores, com um layout mais bonito e colorido, criado pelo arte-finalista Ricardo Terêncio; mais matérias produzidas pelos jornalistas da redação e espaços novos, como o de receitas e histórias. A transformação gerou aplausos e novas sugestões.
Polêmica II
Carta enviada pelo conselheiro José Ramon Ribeiro à direção do Comércio foi item discutido na reunião. Nela, o conselheiro sugeriu que as manchetes do Comércio deixassem de dar importância ao “lado menos feliz dos acontecimentos” e valorizasse as “boas notícias”. Ribeiro assinalou que o “mal não merece ser comentado em tempo algum”. Os conselheiros se posicionaram frontalmente contra, lembrando, primeiro, que o jornal publica muitas notícias positivas. Além disso, para Rita, “o mal não pode deixar de ser comentado, porque ele existe. Eu não leria um jornal que só publicasse as notícias que eu gostaria de ler”. “Não podemos nos colocar - e ao jornal - numa redoma de vidro”, completou Ana Célia. “Seria bom se o mundo fosse bom. Mas não é e o jornal tem de mostrar tudo”, disse Adenair.
O lado de Ramon
Ramon, diante das manifestações, concluiu dizendo que “O que importa é o grito: daqui há muitos anos, alguém vai ler isso e verificar que houve este grito em defesa da possibilidade de que os meios de comunicação só noticiem coisas boas”.
Sabatinas
O projeto Sabatinas, que entrevistou os candidatos a deputado estadual e federal ao longo das últimas semanas, foi bastante elogiado. A transmissão ao vivo pela rádio Difusora e a publicação no Comércio, no dia seguinte ao da entrevista, com a síntese da mesma, se tornaram, na avaliação dos conselheiros, instrumentos importantes para que o leitor pudesse conhecer melhor os candidatos.
Se Liga
A página Se Liga, com assuntos voltados ao universo juvenil, foi também elogiada pelos conselheiros. “O Se Liga está mais rico em informações”, disse Rita, que ainda sugeriu: “acho que deve agora publicar questões de português e, quem sabe, um manual de redação”. Novidades virão por aí...
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