Experiência é o que conta dentro de campo quando o assunto é futebol. Mas a coragem de jogador novato também é importante durante uma competição. Na Copa Difusora, é possível encontrar esses dois exemplos de jogadores, mas quem leva vantagem é quem tem mais bagagem.
No sábado de manhã, durante o jogo da categoria 98 das escolinhas Dente de Leite e Amazonas, estavam em campo esses dois opostos. No primeiro time, Rafael Peressim, 7, que começou a treinar na sexta-feira e um dia depois entrou em campo no ataque. Do outro lado, vestia a camisa o meia Marcelinho, ou Marcelo Marques dos Santos Júnior, 8, conhecido goleador no ano passado.
Rafa, como era chamado, ainda não se sentia muito à vontade para conversar com a reportagem. No jogo, ele estava um pouco mais desinibido, entretanto não conhecia os colegas para receber bons passes e ainda assim deu chute ao gol.
“Ele ainda não tinha nem uniforme e emprestaram um short e uma camiseta. A chuteira, comprei ontem (sexta-feira), na correria”, contou o pai coruja, Claudinei Peressim.
No Amazonas, o pai de Marcelinho, Marcelo Marques do Santos, 40, não parava quieto ao assistir aos dribles do filho. O pequeno atleta foi artilheiro da Copa Difusora em duas categorias em 2005 e no sábado marcou cinco gols.
“Ele começou com 4 anos e vou dar apoio se for para seguir a carreira de jogador de futebol”, disse orgulhoso o vendedor.
RESULTADOS
Se as características entre jogadores em apenas um campeonato são tão diferentes, os placares também variaram muito nas seis partidas disputadas. No campo da escolinha Dente de Leite, o Amazonas dominou os resultados e venceu por 6 a 2 na categoria 96, 7 a 0 na 98 e 4 a 1 na 97.
No Clube de Campo, a rivalidade foi mais equilibrada e o time Bola de Ouro ganhou na categoria 96 por 2 a 1, e 3 a 0 na 95. Terminou em empate de 1 a 1 o jogo pela categoria 98.
No jogo entre Bola de Ouro e Chute Certo ainda houve uma confusão envolvendo o professor da segunda escola, Edílson Luís de Oliveira, e a mesária, Naiara de Oliveira. O desentendimento aconteceu por reclamação do técnico com relação a pais bebendo cerveja próximo ao campo.
“Falei com ela duas vezes. Depois cheguei a gritar: ‘ Você não vai tomar providência de tirar os pais com latinha de cerveja’.” O caso foi relatado na súmula do árbitro.
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