Soberania popular


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“O Brasil, com seus políticos ineptos, legisladores corruptos, banqueiros lobistas e, principalmente, com seu povo que a tudo assiste sem reagir, está se tornando o ‘país do futuro do pretérito’”. A propaganda convocando os eleitores a participarem das eleições que se aproximam é pertinente, afinal a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. No entanto, a afirmação metafórica de que os postulantes aos cargos públicos, tanto no Executivo como no Legislativo, são empregados e os eleitores são os patrões é, no mínimo, esdrúxula. Se assim o fosse, muitos dos representantes do Executivo e Legislativo já eleitos teriam seus mandatos impugnados, pois escolaridade básica e “folha corrida” são pré-requisitos mínimos, obrigatórios e cumulativos para qualquer trabalhador, que também não dispõem de uma tal de imunidade para praticar crimes e continuar exercendo suas atividades como se nada tivesse acontecido. Ana Célia de Freitas é educadora

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