Passava das 10 horas do último sábado, quando o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) convocou a imprensa para uma entrevista coletiva. Acompanhado de vereadores e de secretários, anunciou que estava retomando os serviços de água e esgoto até então prestados pela Sabesp.
Segundo Sidnei, as negociações para renovar o contrato com a empresa haviam chegado ao fim. A Sabesp recusou a proposta da prefeitura, que queria receber R$ 30 milhões em dois anos e ainda ter uma participação de 4% no faturamento da empresa em Franca. “Agora vamos retomar o que é nosso”, disse Rocha. Para tanto, o prefeito publicou um decreto no qual previa a imediata ocupação dos prédios da Sabesp, dos bens como equipamentos e carros e até de parte dos funcionários e da receita da empresa.
Todas as medidas seriam tomadas a partir da segunda-feira. Não foi o que ocorreu.
Na segunda, uma comissão liderada pelo chefe de Gabinete de Sidnei Rocha, José Paschoal Ribeiro, foi à sede da Sabesp/Franca, mas o superintendente da empresa, João Comparini, se recusou a seguir a determinação do decreto. Os funcionários decretaram greve para tentar convencer o prefeito a voltar atrás. Para defender seus interesses, ambos os lados ameaçaram procurar a Justiça.
Um dia depois, na terça-feira, tanto a prefeitura quanto a Sabesp acalmaram seus ânimos. “Estamos abertos à negociação”, disse Comparini. Foi o que bastou para dar início a uma onda de especulações. Chegou-se a afirmar que o acordo em R$ 30 milhões em dois anos era certo, já que ambas as partes não se manifestaram. O silêncio foi rompido nesta sexta-feira e a negociação deve ser retomada a partir da próxima semana.
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