Uma contrapartida entre R$ 20 e 25 milhões a ser paga em 30 anos, custeio da obra de revitalização da cachoeira do Córrego Cubatão, desenvolvimento de programas de educação ambiental e replantio de mata ciliar. Esses devem ser os termos centrais da nova proposta que será feita pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) à Prefeitura de Franca para continuar operando os serviços de água e esgoto do município.
Luiz Carlos Neto Aversa, diretor de Comunicação da Sabesp e responsável pela negociação com a prefeitura, disse que os valores ainda não foram fechados. “O Departamento Financeiro da Sabesp deve passar este fim de semana acertando os detalhes para definirmos o valor a apresentar ao prefeito, que deverá ficar entre os R$ 20 e 25 milhões a serem pagos em 30 anos”.
O diretor descartou qualquer possibilidade de repassar um percentual do faturamento bruto da empresa para a prefeitura. “Essa hipótese é impossível. Se aceitássemos fazer isso, estaríamos entrando em uma concessão onerosa e a Sabesp está proibida de celebrar este tipo de contrato”.
Aversa disse que os termos da nova proposta devem ser fechados até domingo. Na segunda-feira, uma comissão de técnicos e o próprio diretor, acompanhado do superintendente da Sabesp/Franca, João Comparini, se reunirão, em São Paulo, com o presidente da Sabesp, Dalmo Nogueira Filho. “Se ele der o aval, na terça-feira, solicitaremos a vinda do prefeito ou de seus representantes ou iremos até Franca para negociar essa proposta”.
O diretor se disse otimista e acredita num acordo. “Acho que nós avançamos e estamos conseguindo chegar muito próximo do que queria o prefeito. Agora é dialogar e pensar no melhor para o município”.
Se o prefeito recusar a nova oferta, o diretor disse que a Sabesp continuará a operar em Franca até que a prefeitura pague os R$ 120 milhões de investimentos que a empresa alega ter feito na cidade sem ser reembolsada. “Mesmo com o decreto, só sairemos depois de receber aquilo que ainda nos é devido.”
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