Adriana volta a receber clientes


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Depois de uma suspensão preventiva de 90 dias, Adriana Telini voltou a atender em seu escritório e está recebendo a visita de muitos clientes: apesar de condenada pelo Tribunal de Ética, advogada poderá trabalhar normalm
Depois de uma suspensão preventiva de 90 dias, Adriana Telini voltou a atender em seu escritório e está recebendo a visita de muitos clientes: apesar de condenada pelo Tribunal de Ética, advogada poderá trabalhar normalm
Se alguém imaginava que a carreira da advogada Adriana Telini estaria comprometida após o envolvimento dela com o crime organizado, enganou-se completamente. Depois de uma suspensão preventiva de 90 dias, ela voltou a atender em seu amplo escritório na Rua Marechal Deodoro, Centro de Franca. O número de clientes pode até ter caído, mas a movimentação ainda é grande em seu local de trabalho. Investigada pela polícia e respondendo a dois processos criminais, ela adotou algumas medidas especiais de segurança. A porta de vidro do escritório, que antes ficava aberta, agora permanece fechada e trancada. O acesso ao interior só é liberado após a pessoa se identificar à secretária por meio de interfone. A reportagem do Comércio esteve no local ontem à tarde. Após avisar seu pai e, aparentemente surpresa, ela autorizou que o reporter entrasse. Antes, porém, mandou a secretária dizer que era para o repórter desligar o gravador e o celular. “É para desligar tudo”. A atendente fez questão de conferir se a determinação havia sido atendida. “Agora, pode entrar”. Adriana Telini estava sentada diante de sua mesa e assim permaneceu. Bem vestida, atendia a um casal de clientes. O computador ligado e várias pastas na mesa sugeriam que ela estava com bastante trabalho. Apesar de educada, ela não quis saber de muita conversa. “Pois, não. O que você quer aqui?”, perguntou, com a voz firme. Não aceitou o pedido de entrevista. “Vocês já falaram o que quiseram de mim. Não tenho nada para falar. Não adianta me procurar”. Nem mesmo diante da insistência, a advogada cedeu. Disse que não falaria e que seus advogados também não estavam autorizados a falar em seu nome. Depois, pediu que a secretária acompanhasse a reportagem até a saída. Um vizinho contou que várias pessoas passaram pelo escritório da advogada durante a semana e que, aos poucos, ela tenta retomar sua rotina. No dia 15, Adriana Telini foi julgada e condenada a um ano de suspensão pela 13ª turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Ribeirão Preto. Na prática, a punição não teve efeito algum. A pena foi suspensa no momento em que um dos advogados dela, Antônio Moraes Silva, ingressou com recurso na OAB de São Paulo, que teve efeito suspensivo sobre a decisão da OAB. Enquanto não ocorrer uma decisão final, Adriana Telini poderá exercer normalmente sua profissão. Flagrada em escutas telefônicas combinando assaltos a um casal de clientes com bandidos ligados ao PCC, ela é acusada pela Polícia Civil de formação de quadrilha e associação para o tráfico de drogas.

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