O esporte para deficientes no Brasil começou a se organizar em 1975, no Rio de Janeiro, e ainda está se estruturando. Nesse contexto, a nadadora Roberta Junqueira poderá ser pioneira em sua modalidade, ajudando a criar uma prova em nível nacional. Para equiparar diferentes atletas com deficiências específicas, foram criados grupos que se ordenam de A a D. Neles, ainda há subdivisões, e a nadadora francana se enquadra no A, porém os organizadores das competições em que ela já participou ainda não encontraram outra pessoa que praticasse natação e tivesse a mesma má formação congênita dela.
Como a nadadora ainda participará pela primeira vez do Circuito Brasileiro, o resultado disso tudo poderá ser a criação de uma nova prova. “É a oportunidade de localizar mais nadadoras e motivar as pessoas. Está sendo tudo muito novo e tenho de brigar por cada espaço.”
O Comitê Paraolímpico, organizador da competição, é quem classifica os atletas nas categorias e os coloca para disputar entre si. “Nós vamos para lá e pediremos a inclusão da Roberta. Por enquanto, não temos conhecimento de outro atleta com deficiência semelhante nadando em um torneio”, destacou o treinador da equipe, Inaldo Wirz Júnior.
Tanto Junqueira como os demais integrantes do grupo francano de natação já estão ligados à Federação Paulista do esporte. Na última competição disputada por ela, os Jogos Abertos, até os atletas da seleção brasileira de natação que competiam a incentivaram. “Todos eles motivaram minha participação e falaram para que eu vá para Uberlândia de qualquer jeito”, afirmou Roberta.
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