Nadadora treina para brasileiro


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A data 10 a 12 de novembro está causando ansiedade na nadadora Roberta Helana Junqueira, 32. Ela é deficiente e começou a treinar para competições em 2003. Agora terá a oportunidade de participar do Circuito Brasileiro de natação pela primeira vez daqui a pouco mais de um mês. Chegar a esse ponto não foi fácil, mas o esforço foi reconhecido: entre 2005 e 2006 ela conquistou oito medalhas, todas de ouro. As três últimas nos 70º Jogos Abertos, realizados em São Bernardo, dos dias 13 a 23. Apesar de sofrer uma má formação congênita e não ter os braços e as pernas, a atleta serve de exemplo no esporte, ainda mais no Dia do Deficiente Físico, comemorado hoje. Os treinamentos de Roberta são diários e duram ao menos duas horas em piscina aquecida. A tecnologia na área médica também ajuda a moldar essa nadadora, que passa por um acompanhamento para auxiliar o aumento da resistência respiratória, realizado na Universidade de Franca. As braçadas que a trouxeram para competir no Brasileiro iniciaram quando ela tinha 5 anos. O primeiro “empurrão” foi dado por um antigo conhecido, chamado apenas de “Tio Zezão”, em Franca mesmo. Na época, o objetivo era muito aquém do que hoje Junqueira tem em mente. “A natação, quando comecei, era uma necessidade para evitar problemas se eu caísse na água e não um esporte de competição.” A 43 dias antes de embarcar para a viagem até Uberlândia (MG), onde serão realizadas as provas, o nervosismo a faz se emocionar. “Está sendo tudo uma novidade. Não só eu, mas há uma equipe que está se preparando e todo mundo fica ansioso. Depois disso, podemos ainda chegar a uma disputa no exterior”, disse ela, enquanto dava um sorriso de nervosismo. Com ela, ao menos outras duas nadadoras, também deficientes, competirão em novembro.

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