Bancários podem decretar greve na próxima quarta


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O Sindicato Nacional dos Bancários rejeitou, na noite de quarta-feira, proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Febraban) de 2% no reajuste salarial. Uma nova assembléia deve ser convocada na próxima quarta-feira. A tendência é que todos os bancos parem a partir de quinta-feira caso as reivindicações não sejam atendidas. Segundo o vice-presidente do sindicato, Osório Carbone Filho, os bancários propuseram reajuste de 7,5% no salário - atualmente em R$ 1500 -, mais inflação, além de um abono de mais R$ 1500 e a partição nos lucros dos bancos em 5%. Na terça-feira, o sindicato já havia se reunido para convocar a greve. No entanto, por 46 votos contra 42, optou-se por continuar discutindo com os banqueiros. “Esta foi a sexta reunião desde agosto e os 2% de quarta foi o máximo que eles nos propuseram até agora. Provavelmente vão continuar recusando nossas reivindicações”, lamenta o vice-presidente. Caso aconteça, a greve será por tempo indeterminado e todos os bancos, públicos e privados, serão atingidos. As agências de todo o Brasil devem aderir à paralisação. Só em Franca são aproximadamente 700 bancários e 33 agências dos 11 bancos espalhados pela cidade. “Faremos de tudo para minimizar o efeito (da greve) à população, principalmente para os idosos. Vamos agir dentro da lei”, explica. Os bancos, segundo o sindicalista, arrecadaram, só no primeiro semestre, R$ 15 bilhões, lucro 40% maior do que o mesmo período de 2005.

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