Uma comissão de 12 provadores estará em Pedregulho até sábado para selecionar as amostras de café inscritas no 4º Concurso de Qualidade de Café da Alta Mogiana. Ao todo são 150 amostras inscritas de cafeicultores de 14 municípios da região. Durante três dias serão provadas 7200 xícaras de café, sendo 600 xícaras diárias por provador. Durante a análise são avaliados atributos como sabor, aroma, fragrância, doçura e acidez, entre outros.
Todo o processo de escolha começa com as amostras de 2 quilos entregues para os auditores do concurso que inicialmente trocam os nomes dos produtores por códigos. “Fazemos isso para evitar proteção a um ou outro cafeicultor. Apenas a auditoria sabe de quem são as amostras”, disse um dos organizadores, José Eduardo Costa Gialaim.
Na seleção serão usados 200 gramas do café, torrado durante dez minutos e moído na hora. Em seguida, pesam-se dez gramas de grãos, o bastante para compor 48 xícaras distribuídas em grupos de quatro para cada provador. Primeiro, os juízes sentem o aroma do pó, ao qual depois é acrescentada água quente para que os demais atributos sejam sentidos. Todas as informações são anotadas em uma prancheta e depois repassada para o computador. “O resultado só é conhecido pela auditoria. As notas vão de 70 a 100, aquele que receber acima de 85 é considerado café fino”, afirma Costa Gialaim.
A análise tem por objetivo escolher 10 amostras de cada categoria (natural e cereja descascada) para as quais serão distribuídos R$ 42 mil em prêmios conforme a classificação. O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 7 mil; o segundo, R$ 5 mil; o terceiro, R$ 4 mil; o quarto, R$ 2,5 mil e o quinto, R$ 1.500.
A cerimônia de entrega dos prêmios está marcada para o dia 5 de outubro em São Paulo. Além disso, os cinco primeiros de cada categoria serão inscritos no Concurso Estadual de Qualidade de Café a ser realizado no dia 19 de outubro. O vencedor do Estadual concorrerá no Concurso Nacional de Qualidade de Café, que acontecerá em novembro no Espírito Santo.
Ganhar um concurso traz prestígio para os produtores, que, além de conseguirem vender toda a produção, esta pode atingir valores altíssimos. Para se ter uma idéia, na edição do ano passado do Concurso Nacional de Qualidade de Café, uma saca foi leiloada por R$ 8 mil. “A demanda por café especial no Brasil está crescendo 15% ao ano”, disse Costa Gialaim.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.