Duas voçorocas de Franca, no City Petrópolis e nos fundos da Vila Hípica, serão transformadas em aterros de resíduos inertes. Os projetos estão em fase de licenciamento junto aos órgãos ambientais e de contratação das empresas para operacionalizar os depósitos. A previsão é que, em 60 dias, os locais passem a receber os materiais.
A data coincidirá com o vencimento da vida útil do atual aterro da cidade, no Jardim Aeroporto III. O despejo de restos de tijolos, azulejos, telhas e restos de construções na área se esgota em dezembro.
A área do City Petrópolis já está licenciada. Segundo a secretária de Obras e Serviços Municipais, Valéria Marson, a licitação para contratar a empresa que operacionalizará o aterro deve ser aberta nas próximas semanas.
No bairro, a erosão começou a formar o buraco há cerca de 15 anos. Os proprietários atribuíram o problema à galeria pluvial construída durante loteamento. Não foi construído um dissipador de águas e as chuvas provocaram as erosões. Eles entraram com ação judicial contra a prefeitura para recuperação do local. A administração passada construiu nova galeria que redirecionou o destino das águas das chuvas, contendo a erosão. Agora, os donos firmaram acordo para transformar o local em aterro de resíduos sólidos. “Quero resolver o problema. Há casas próximas à voçoroca e que correm risco”, disse Fábio Liporoni, proprietário de parte da área tomada pela voçoroca.
O buracão nos fundos da Vila Hípica (próximo à Chácara Três Porteiras) também está em território privado. A instalação do aterro será feita de modo particular e está em fase de licenciamento. “É necessário autorização da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), DEPRN (Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais) e atender a uma série de exigências”, disse Valéria. O solo é arenoso e facilitou processos de erosão.
Os serviços de licenciamento e implantação do aterro custa entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. Os custos ficarão por conta da empresa vencedora da concorrência, também responsável pela preparação (drenagem e isolamento), operação e encerramento das áreas. A previsão é que em quatro anos as voçorocas estejam ‘cheias’ e possam ser revegetadas e transformadas em áreas verdes.
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