Garçom matou mototaxista


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O garçom Ivan Stafussa, 28, que matou e degolou duas pessoas na semana passada com a ajuda do enteado dele, André Reche, chegou a Franca no começo da noite de ontem e confessou outro assassinato. Ele também assassinou a facadas o mototaxista Rodrigo César de Oliveira, 27, que morava em Restinga e trabalhava em uma empresa de mototáxi localizada no Bairro da Estação. O corpo da vítima foi encontrado dia 29 de maio em um cafezal localizado às margens da rodovia que liga Cristais Paulista a Jeriquara. Durante um depoimento na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) que durou três horas, Ivan contou detalhes do crime e disse que decidiu matar o mototaxista por ciúmes. “Ele mexeu com uma namorada minha e disse que ficaria com ela”. Com o propósito de assassiná-lo, deixou passar alguns dias até contratar o mototaxista para levá-lo até Jeriquara. Pagaria R$ 30 pela corrida. “No meio do caminho, perto de um carreador de café, pedi para ele parar a moto e dei uma facada nas costas dele. Nós caímos e ele veio para cima de mim. Acabei de matá-lo e arrastei o corpo por debaixo da cerca”. Fugiu levando a moto da vítima, um telefone celular e R$ 84. Foi com a motocicleta até a cidade de Astorga (PR) e a vendeu por R$ 1 mil. Usou o dinheiro para pagar dívidas. Quando a poeira baixou, ele voltou para Franca. Estava trabalhando como garçom em um bar da Estação. Ficava de olho nos clientes que tinham dinheiro. Também recebia dicas de prostitutas que ficavam pelo local. Foi lá que conheceu suas futuras vítimas, o gerente de fábrica de calçados, Edmar Machado dos Santos, 40, e o lavrador Carlos Henrique de Moura, 23. Era amigos dos dois e tomavam cervejas juntos. Na manhã do domingo, 17, foi informado por uma conhecida de que Carlos tinha mais de R$ 2 mil na carteira. “Liguei para o André e falei para ele: traz a faca que o rapaz tem muito dinheiro”. Seguiram com o lavrador em um Fusca na direção de Batatais. No meio do caminho, seu enteado esfaqueou o rapaz. “Fomos jogar o corpo no meio de um canavial. O André me perguntou: e aí, Ivan, ele está morto? Como não sabia, peguei a faca e passei no pescoço dele”. Sem demonstrar arrependimento ou qualquer outro tipo de sentimento, Ivan também admitiu ter decapitado com um golpe certeiro o pescoço do gerente Edmar. Queria ter certeza de que ele estava morto. “Depois, peguei a cabeça e joguei no mato”. O bárbaro crime rendeu R$ 60 aos assassinos. “O Ivan e o André são dois criminosos frios e calculistas. Se ficassem nas ruas, com certeza matariam mais pessoas para roubar”, comentou o delegado Wanir José da Silveira Júnior.

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