Willian Faciroli morava há dois anos e meio em São Paulo, era casado há um ano e nove meses com Eliza Rosa Cruz, 28, professora de uma escola particular em São Paulo, e grávida de 6 meses de um menino, seu primeiro filho homem (já tinha uma menina), que também se mudou para lá no dia do casamento. O casal morava no bairro do Jabaquara e ele trabalhava num cartório da Avenida São Gabriel, no Jardim Paulista, como cartorário.
Desempregado em Franca, ele morava com a mãe e dois irmãos no Jardim Tropical. Willian trabalhou apenas como free-lance em processamento de dados, queria um emprego fixo, mas não conseguia. Começou então a fazer free-lance para o cartório lá de São Paulo, e depois foi chamado para ser efetivado.
“Ele foi para São Paulo, pois aqui em Franca não conseguia arranjar emprego, era honesto e trabalhador. Fizeram uma proposta boa para ele lá. Eles gostavam dele, ele era esforçado, trabalhava bastante, das 9 da manhã até as 10 horas da noite. Voltando do trabalho, no ônibus e acontece isso, O cartório até fechou hoje. Ele estava tão feliz com vinda do primeiro filho homem. A última vez que o vi foi no Dia dos Pais.”, disse a mãe da vítima, Maria das Dores Faciroli, 66.
“O assalto aconteceu as 21h30 da terça-feira. Foi baleado e levado para o hospital, mas não resistiu, como os dois assaltantes roubaram sua carteira ficou no bolso apenas um cartão do cartório. Daí o pessoal do hospital só pode avisar o cartório na manhã seguinte quando ele abriu. E o cartório ligou para uma amiga da Eliza que avisou a família em Franca para eles contarem para ela”, disse a mãe.
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