“Saber ganhar e perder e relacionar-se bem com outros adolescentes são os principais resultados de um trabalho no atletismo.” O técnico e professor de educação de física de Cristais Paulista, Ludmar Carvalho, o “Foguinho”, deu essa explicação para exemplificar a importância de uma competição com a presença de 300 jovens de quatro cidades.
Foguinho trouxe para a fase sub-regional do Pró-atletismo, em Franca, ontem, 49 atletas. “Lá, fazemos um trabalho social e de iniciação. Não é para competição, mas a experiência deles de virem para cá tem um lado cultural e de aprendizado.” A modalidade começou a ser explorada na cidade a partir de 2003.
A professora de educação física em Restinga, Daniela Friggi, acompanhou estudantes da Escola Estadual “Adalgisa S. José Gualtieri” onde também leciona, no Poliesportivo, ontem, e comentou que ainda falta um pouco de estrutura para a cidade seguir os passos dos vizinhos. “Falta uma opção de atletismo, mas ainda não há como desenvolver o esporte.”
Destacando um cenário de competitividade, a chefe de divisão de esportes francana, Marysol Gaudenzi, ressalta que é preciso motivar alunos de escolas esportivas a competirem. Para ela, essas competições motivam os atletas a continuar praticando as modalidades e pode despertar o lado profissional. “Eles passam por fases e os primeiros colocados participarão em Itapira de uma disputa Estadual. É uma seleção para levá-los a fazer testes em São Paulo no Projeto Futuro”, disse Gaudenzi. Essa etapa final mencionada pela chefe de divisão acontecerá em 15 de novembro e só se classifica quem ganhar as provas durante a etapa regional, em 25 de outubro, em Franca.
Preocupadas com os resultados nas provas, as velocistas Kênia Moura, Renata e Pavani Evaristo querem chegar à fase final mencionada por Marysol. Mas elas sabem que apesar de colegas de treinamento, haverá espaço só para uma na modalidade 100 metros, na categoria 15/16 anos. É como na vida, necessário se adequar à vitória e à derrota.
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