Vereadores querem a revogação do decreto


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Mais de duas horas de discussão. Esse foi o saldo do assunto Sabesp na sessão da Câmara Municipal ontem. Trabalhadores, dirigentes da empresa, vereadores, todos falaram sobre o tema e analisaram a retomada dos serviços de água e esgoto promovida, por decreto, pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB), desde domingo. Cerca de 150 funcionários da empresa lotaram o plenário. Alguns tiveram de acompanhar o debate por um telão improvisado no salão de entrada. Por iniciativa do vereador Gilson Pelizaro (PT), oito vereadores assinaram uma indicação que solicita a revogação imediata do decreto. O documento -, assinado por Pelizaro, Silas Cuba (PT), Mauricio Chinaglia (PSB), Nirley de Souza (PSC), Donizete da Farmácia (PMN), Marcelo Mambrini (PMN), Graciela Ambrósio (PDT) e Rui Engrácia (PSDB) -, tem ação mais simbólica do que efetiva. Cabe a Sidnei a decisão de considerá-lo ou não. Para Robson André da Cruz, diretor-regional do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), a medida tem valor simbólico. “Para nós a medida mostra um embate de parte dos vereadores com o prefeito”. Cruz foi o primeiro a usar o microfone da Câmara ontem. Em seguida, falaram o deputado estadual Nivaldo Santana (PC do B) e o presidente do Sintaema Helifax Pinto de Souza. Ambos defenderam a manutenção da concessão e da Sabesp no município. O superintendente da empresa em Franca, João Comparini, defendeu a volta da negociação para renovação do contrato. “A Sabesp representa o caminho seguro. Há outros caminhos com aventuras. Aventuras com a vida dos outros”, disse. Depois de Comparini, foi a vez dos vereadores Gilson Pelizaro, Luiz Carlos Fernandes (PDT), Jepy Pereira (PSDB), Valter Gomes (PSB), Silas Cuba, Nirley de Souza. Os petistas atacaram Sidnei. Engrácia, que também é gerente distrital da Sabesp em Franca, defendeu a manutenção da empresa como prestadora dos serviços. Os outros reconheceram a excelência dos serviços da empresa, mas preservaram a iniciativa do prefeito. Quando falava da necessidade de uma contrapartida da empresa, Valter Gomes chegou a ser vaiado.

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