Logo após matar Edmar Machado e jogar a cabeça dele no mato em uma fazenda perto de São José da Bela Vista, os dois assassinos, André Reche e Ivan Stafuna, voltaram para Franca, abandonaram o carro da vítima na Rua General Carneiro, nos fundos da casa deles, e foram dormir. No dia seguinte, André se levantou mais cedo e viu que havia muitos policiais diante do veículo. Voltou e avisou o padrasto. “Ele não deu bola e permaneceu deitado.”
A tranqüilidade de Ivan Stafuna não durou muito tempo. Na noite de quinta-feira foi até a rodoviária e embarcou em um ônibus com destino a Astorga (PR). Passou os últimos dias na casa da avó e imaginava que não seria descoberto. Conversava normalmente com as pessoas e tomava cerveja nos bares como se nada houvesse acontecido. Por volta das 19h30 de segunda-feira, foi preso. “Na hora ele disse que não devia nada e que não sabia por que estava sendo preso. Em nenhum momento falou sobre os crimes”, disse o soldado Siqueira Neto.
Não demorou para que as atrocidades cometidas por Ivan e André repercutissem no Paraná. Ele admitiu participação nos crimes, mas culpou o enteado pelos assassinatos. “Em conversa informal com a nossa equipe e com repórteres da região, ele (Ivan) disse que era apenas o motorista e teria ficado dentro do carro. De acordo com a versão dele, quem teria dado os golpes (fatais nas duas vítimas) seria o enteado”, afirmou o delegado José Aparecido Jacovós.
André disse à polícia que ele e o padrasto teriam esfaqueado as vítimas. “Nós dois demos facadas, mas foi o Ivan quem cortou a cabeça dele”.
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