O outro assassino


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Ivan Stafuna, acusado da morte de duas pessoas, fugiu para o Paraná, mas foi preso em Astorga. Ele admitiu participação nos roubos, mas jogou a culpa dos assassinatos no enteado, André Reche
Ivan Stafuna, acusado da morte de duas pessoas, fugiu para o Paraná, mas foi preso em Astorga. Ele admitiu participação nos roubos, mas jogou a culpa dos assassinatos no enteado, André Reche
Os dois autores dos brutais assassinatos ocorridos em Franca na semana passada já estão atrás das grades. O garçom desempregado Ivan Stafuna, 28, foi preso no Interior do Paraná, onde estava escondido. Ao ser detido, tomava cerveja em um bar, exatamente como fazia antes de atacar e degolar suas vítimas. Seu enteado e comparsa nos roubos seguidos de morte, André Ricardo Torrente Reche, 18, já havia sido preso pelos policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) na manhã de segunda-feira. Com a prisão dos criminosos, a polícia esclarece os bárbaros latrocínios, mas continua investigando os acusados, pois eles são suspeitos de envolvimento em outros crimes em Franca e cidades da região. Com a intensa repercussão do crime de quinta-feira, em que degolaram o gerente de uma fábrica de calçados, Edmar Machado, e jogaram a cabeça dele no meio do mato, Ivan Stafuna se assustou e fugiu às pressas para Astorga (PR), cidade de 25 mil habitantes situada a 684 quilômetros de Franca. Ficou escondido na casa de parentes, sem comentar sobre os crimes. Logo após prender André em um bar do bairro Estação, os investigadores da DIG descobriram o endereço em que Ivan poderia estar no Paraná e repassaram as informações para a Polícia Civil daquele Estado. Antes mesmo de saber que estava diante de um bandido de alta periculosidade, o soldado Siqueira Neto passou a acompanhar os passos dele. Pertencente ao Pelotão de Astorga, o policial passa férias no distrito de Tupinambá, povoado de 1,3 mil habitantes distante 18 quilômetros da cidade. Como todos se conhecem no local, ele desconfiou da presença de Ivan e passou a investigar sua procedência. “Chegamos a conversar. Ele disse que era caminhoneiro e que estava de passagem. Levantei o nome dele com conhecidos e descobri que, na verdade, era procurado por latrocínio.” Com a descoberta, o soldado acionou a equipe de radiopatrulha e a Polícia Civil da cidade, que já havia recebido o mandado de prisão e a foto do foragido. Foram para o local e prenderam Ivan em um bar. Surpreendido, não teve como escapar e foi levado para a delegacia da cidade. Os investigadores Dênis, Nilson e Mendes, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, viajaram ontem à tarde para buscar o criminoso. Ele deverá chegar a Franca na manhã de hoje.

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