Ontem o dia foi reservado para erguer os barracos. Enquanto aguardava a montagem da “casa”, Ana Aparecida Dias, 53, organizava uma cozinha a céu aberto. Por volta das 11 horas de ontem, ela podia ser vista cozinhando em um fogão a gás no meio do pasto, pois a barraca só seria feita na parte da tarde.
Para não apagar o fogo, protegeu as chamas com uma tábua. Ao ser questionada sobre a vida no acampamento, respondeu: “Estou gostando. A vida aqui é muito sossegada e até já fiz várias amizades”, disse ela, que há sete meses se filiou ao MLST na expectativa dela e o marido, Antônio Dias, 53, conseguirem um lote. Os filhos moram em Franca.
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Daniel Messias do Nascimento, 56, mora sozinho no acampamento. A mulher quebrou a perna no começo do ano pouco depois da primeira invasão e se mudou para Franca com os filhos. “Às vezes tenho depressão porque fico muito sozinha, mas vou agüentar até o fim, até conseguir um pedaço de terra para mim”, afirmou.
Com a barraca praticamente pronta, Marta Aparecida Faria, 36, já tinha até feito o almoço por volta das 11 horas. “Agora é montar as camas”, disse ela, que divide uma barraca de 10 metros por 8 metros com o marido e três filhos. “Cansamos de esperar pelo Incra. Acho que agora vamos conseguir nosso lote”, disse esperançosa.
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