Crise na ginástica


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Eliseu Ferreira e Sheila Pereira: destaques dos Regionais que não competiram nos Abertos
Eliseu Ferreira e Sheila Pereira: destaques dos Regionais que não competiram nos Abertos
Um esporte medalhista, mas sem estrutura. Uma combinação que parece não ser possível e que acontece com a ginástica olímpica em Franca, ainda sem ginásio e equipamentos para treinamento. Após a medalha de ouro conquistada nos 70º Jogos Abertos, em São Bernardo do Campo, pela atleta contratada Beatriz Santos, de Curitiba, a modalidade ganhou mais força para pleitear sua sobrevivência e a equipe da cidade agora busca um sonho: receber uma verba em torno de R$ 100 mil para aquisição de equipamentos e montagem de um local para realização do projeto social Pintando a Liberdade, apresentado à Secretaria de Juventude, Lazer e Esporte. A única estrutura, hoje obsoleta, foi deixada de lado há três anos pelo Sesi, que oferecia iniciação à modalidade em parceria com a iniciativa privada. “Os custos não pagavam os gastos e havia baixa procura. Houve maior interesse em época das Olimpíadas apenas”, explicou Homero Domenciano, 41, um dos responsáveis pelo setor de lazer e esportes, sobre o motivo de ter acabado com o esporte. O espaço destinado à ginástica olímpica em Franca começou em torno de 1990 e, em 1997, formou-se a primeira equipe de competição. Entre os representantes da modalidade estão Eliseu Ferreira de Rezende, 29, e Sheila Raquel Pereira, 20. Os dois defenderam a cidade em competições regionais e estaduais. “Conseguimos ir aos Regionais neste ano porque treinamos em Ribeirão Preto três meses antes de competir. Isso durou até eles perceberem que a gente representava perigo para o quadro de medalhas deles”, lamentou a atual técnica de Franca, Katielle Silva Fonseca. Para os Abertos, a equipe francana foi proibida de treinar no município vizinho. Prejuízo: a chance de medalhas diminuiu de 15 para apenas uma oportunidade. Para conseguir bons resultados, os treinamentos na ginástica precisam ser longos, pois duram entre seis e oito horas, e são necessários equipamentos adequados. Se aprovado o projeto levado ao Estado, até a área técnica seria privilegiada com a contratação do armênio Hayro Ghukasya, ex-seleção brasileira em 2002. Contatos foram feitos e ele aceitou desenvolver um projeto na cidade, mas exige estrutura adequada dentro de um prazo de um ano. Pelo lado social, a chefe da divisão de esportes, Marysol Gaudenzi, não sabe estimar quantas crianças poderiam ser atendidas com a estrutura esperada. Mas exemplifica que sem espaço e equipamentos, um professor deixa de dar, ao menos, duas aulas por semana com 15 alunos inscritos.

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