O anúncio do reajuste do preço da carne fez com que o vendedor de espetinhos Wender Dales Pereira Ribeiro aumentasse o preço de seus espetinhos para que tivesse lucro.
Como o trabalho de Ribeiro depende da carne, principalmente a de origem bovina, é natural que, com o reajuste, o preço de seus produtos também fique mais alto. Ele disse que começará a reduzir a quantidade de carne com que costuma trabalhar para tentar evitar maiores prejuízos.
O fato é que o reajuste afetará não só o almoço e o jantar do consumidor, mas todo o seu dia-a-dia. Um churrasco com a família no final de semana, por exemplo, custará mais caro.
O Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais), órgão de pesquisa vinculado ao Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), constatou que no mês de setembro a carne registrou o terceiro maior aumento, atrás dos itens enlatados e produtos de higiene.
Pior ainda é para aquele trabalhador que “batalha” para garantir a refeição da família todos os dias. Agora, ele deve economizar mais para garantir uma das principais fontes de proteína: a carne, alimento indispensável para se ter uma refeição balanceada.
A alternativa é consumir mais porco, que ainda não tem previsão de reajuste. Porém, nem todo mundo gosta desse tipo de carne.
Alguns açougueiros ouvidos pelo Comércio ontem já começaram a se preocupar com a medida, pois sabem que os preços altos espantam os clientes.
Por precaução, alguns preferiram comprar uma grande quantidade de carnes para que o aumento no preço seja feito o mais tarde possível. (LHB)
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