Preço da carne deve aumentar até 20%


| Tempo de leitura: 2 min
O vendedor de espetinho, Wender Dales Pereira Ribeiro, durante compra em açougue de supermercado. Produto deve sofrer aumento nos preços nos próximos dias
O vendedor de espetinho, Wender Dales Pereira Ribeiro, durante compra em açougue de supermercado. Produto deve sofrer aumento nos preços nos próximos dias
A carne deverá sofrer um aumento nos próximos dias, segundo informação publicada no último fim de semana pelo jornal Diário de S. Paulo. Supermercados e açougues já preparam um reajuste de 15% a 20% nos preços da carne bovina já nesta semana e planejam outro aumento para o final do ano, época de grande consumo. O futuro aumento se deve ao crescimento das exportações, principalmente de carne bovina e de frango, vendidas a um custo maior do que no mercado interno, e à estiagem, época em que a falta de chuva prejudica o desenvolvimento de pasto, e os bois são confinados para engorda, o que encarece o custo. A entressafra, como é conhecida, vai de julho até novembro. Mesmo a concorrência entre as grandes redes de supermercados de Franca não implicará na queda dos preços, segundo Carlos Alberto Sampaio de Freitas, comprador do setor de perecíveis da rede de supermercados Savegnago, que já aumentou os preços. Para ele, o reajuste foi inevitável. Mas algumas casas de carnes preferem esperar até a última hora. “Se não (segurar o aumento do preço agora) a gente não vende”, disse o proprietário de açougue, Walter Donizetti Borges. A população francana, porém, deverá começar a sentir a diferença no bolso. O quilo do filé peito de frango, por exemplo, que antes custava R$ 4,00, com o reajuste irá para R$ 4,50. A carne bovina é a que mais sofrerá com o reajuste. Para a dona de casa Ivete Papacídero, o jeito é reduzir o consumo. “Diminuí minhas despesas com carne”, disse ela. A carne suína é uma boa opção para quem quer economizar, pois ainda não sofreu reajuste. Há excesso de oferta porque o mercado russo, que mais comprava esse tipo de carne do Brasil, havia suspendido as importações de alguns Estados, como Santa Catarina, o maior produtor de carne suína do Brasil, à época em que os rebanhos suínos estavam sob suspeita de contaminação por febre aftosa. Mas a tendência é que a retomada das exportações e as festas de final de ano estimulem o aquecimento do setor.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários