Weverton: de aprendiz a instrutor


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O trabalho do Veredas conta com mais de 25 voluntários. São pessoas que dedicam seu tempo para ensinar habilidades, ampliar o conhecimento e descobrir talentos. Alguns “nasceram” no próprio grupo, como o designer Weverton Cândido, 19. De aluno de Kung Fu, tornou-se instrutor e ensina a luta marcial aos aprendizes. Aos 14 anos, o jovem se matriculou no curso, pois precisava emagrecer. Além de perder alguns quilos, apaixonou-se pelos combates e filosofia da arte e quer propagá-la. “Aprendi as técnicas de graça e quero passar isso para frente para retribuir algo que me faz bem tanto fisicamente como no meu caráter.” No Kung Fu, a persistência é essencial e o instrutor conseguiu transpô-la para outros aspectos da vida. “Levo essa lição para meu cotidiano.” Psicóloga há 20 anos, Sira Napolitano também contribui com a comunidade do Recanto Elimar e adjacências. Há pelo menos quatro anos, realiza encontros com moradoras para falar sobre educação dos filhos, relações familiares, violência doméstica, sexualidade, etc. “Esse trabalho é responsabilidade social. Vejo como um caminho para retribuir à sociedade o que recebi dela.” Quinzenais, as reuniões são feitas nas noites de quinta-feira. As 20 participantes expõem suas dúvidas e o grupo reflete sobre os assuntos. Há também palestras com nutricionista, dermatologista, dentista e ginecologista. “É mais que terapia. É um grupo-reflexão. Elas apresentam as necessidades e tentam solucioná-las”, disse Sira.

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