“Evo Morales tupiniquim”, “Ditadorzinho de meia-tigela”. Essas foram duas das expressões endereçãdas ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) pelo presidente da comissão da Câmara Municipal para negociação com a Sabesp, Gilson Pelizaro (PT). O petista promete apresentar hoje requerimento que pede a revogação imediata do decreto do prefeito e a prorrogação do contrato com a Sabesp pelo prazo de um ano.
Além de Pelizaro, outros seis vereadores compõem a comissão formada para acompanhar as negociações entre a Prefeitura e a Sabesp. São eles: Luiz Carlos Fernandes (PDT), Jepy Pereira (PSDB), Mauricio Chinaglia (PSB), Zezinho Cabeleireiro (PTB), Donizete da Farmácia (PMN) e Fabio Liporoni (PMDB). O requerimento ainda não foi debatido pela comissão e deve conter, pelo menos por enquanto, apenas a assinatura do presidente.
Pelizaro acusa Sidnei de ter desrespeitado a Sabesp. “Uma empresa que não merecia ter sido tratada assim. São 30 anos de serviços prestados com excelência. Esse decreto prejudica não só a Sabesp como também a democracia. É uma atitude ditatorial e irresponsável”.
Sem conhecer a reação de Pelizaro, o chefe de gabinete do prefeito, José Paschoal Ribeiro, a previu. “Evidentemente que a oposição terá o discurso dela, de questionar”, disse. Paschoal convidou pessoalmente Pelizaro para o anúncio da decisão do prefeito no sábado, mas o petista não compareceu. “Gostaria de ter sido chamado para participar das reuniões de discussão e, não, apenas para ver o prefeito entregar tudo pronto e mastigado para o povo ter que engolir”, rebateu Pelizaro.
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