Sabesp e Prefeitura disputam contas pagas


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O destino das contas pelos consumidores de água na cidade de Franca desde ontem ainda é uma incógnita. O decreto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) estabelecia que os valores recebidos nas agências bancárias fossem enviados para uma conta especial da Prefeitura, já aberta, mas até a noite de ontem ainda não foi possível saber se isso realmente ocorreu. Normalmente, os bancos conduzem os valores recebidos para uma conta da Sabesp de São Paulo. Esse procedimento é regido por um contrato assinado entre a empresa e a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e é condição para evitar que o cliente seja considerado inadimplente. “Notificamos todas as agências bancárias da cidade e esperamos que o dinheiro já caia na nova conta”, disse ontem José Paschoal Ribeiro. Ele promete acionar a Justiça contra os bancos que descumprirem o que determina o decreto. Para o gerente distrital da Sabesp em Franca, Rui Engrácia Caluz, o destino do dinheiro das contas de consumo pagas pode gerar mais confusão. “O código de barras de cada boleto identifica o consumidor automaticamente e possibilita a baixa após a entrada do dinheiro na conta da Sabesp. Sem isso, o débito ainda fica pendente. Essa situação pode levar à Sabesp a cobrar quem está em dia com os pagamentos”. O superintendente da empresa em Franca, João Comparini, garante que não haverá corte de água sem a certeza da inadimplência e acredita que, se o dinheiro deixar de entrar nas contas da empresa, essa será outra pendência para a Justiça. “Se começar a acontecer esse desvio, certamente virá uma demanda judicial”.

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