Sabesp resiste a Sidnei


| Tempo de leitura: 2 min
300 funcionários da Sabesp fizeram greve ontem e prometem continuar de braços cruzados hoje. Prefeitura promete entrar na Justiça para fazer decreto do prefeito ser atendido
300 funcionários da Sabesp fizeram greve ontem e prometem continuar de braços cruzados hoje. Prefeitura promete entrar na Justiça para fazer decreto do prefeito ser atendido
No primeiro dia depois da publicação do decreto assinado pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para a retomada os serviços de abastecimento de água no município, a agitação começou cedo. Assim que amanheceu o dia, os servidores da empresa se reuniram e decidiram cruzar os braços. Dos 380 funcionários, apenas 80 trabalharam para manter os serviços essenciais. Por volta das 10 horas, a comissão nomeada pelo prefeito e liderada pelo chefe de Gabinete, José Paschoal Ribeiro, chegou à sede da Sabesp. Entrou pelos portões dos fundos para se reunir com o superintendente da empresa, João Baptista Comparini. Uma hora de conversa a portas trancadas e nenhum acordo. Paschoal saiu dizendo que a Prefeitura fará valer o decreto. “Vamos pedir a reintegração de posse na Justiça”. João Comparini, que se recusou a assinar o ofício trazido pela comissão para a retomada da empresa, disse que qualquer decisão sobre um eventual revide agora caberá à direção estadual da Sabesp. “Não tenho competência para assinar e receber nada”. Informados do impasse, os promotores de Justiça Paulo César Corrêa Borges e Carlos Henrique Gasparoto decidiram abrir uma investigação prévia (procedimento preparatório de inquérito civil) para apurar se a falta de diálogo entre Sabesp e Prefeitura está colocando em risco o abastecimento da população. “Isso não será admitido”, disse Paulo Borges. FORNECIMENTO Com a greve, nesta terça-feira, apenas os serviços essenciais funcionarão. Assim, atendimentos a reclamações de vazamento, cortes de fornecimentos, reparos na rede e esclarecimento de dúvidas dos consumidores estão temporariamente suspensos. Uma nova assembléia definirá os rumos da paralisação. Os funcionários se reunirão hoje na porta da Sabesp às 7h30. A assembléia deverá contar com a participação do presidente do Sintaema, Helifax Pinto de Souza, que virá de São Paulo para reforçar os apelos da categoria. Os funcionários temem que o impasse na renovação do contrato resulte em demissões. “Tanto Prefeitura quanto empresa não estão pensando nos funcionários”, disse Robson André da Cruz, diretor-regional do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo). Para ele, o clima de insegurança entre seus companheiros é muito grande. “Ninguém sabe como será daqui pra frente. Todos estão apreensivos e não querem perder seus empregos”. Com a paralisação de ontem, os serviços administrativos ficaram prejudicados. O atendimento ao público também foi parcial. Sirlene Caluz, diretora de marketing da Sabesp, disse que não houve danos à população, mesmo com mais de 70% dos funcionários parados. “Os serviços essenciais não foram suspensos”, disse, acrescentando que o abastecimento, tratamento de esgoto, ligações e religações de água não foram afetados. Colaborou, Vinicius Araujo e Wildnei Teodoro

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários