Ainda é difícil dizer qual será o futuro do gerenciamento do serviço de água e esgoto em Franca. Nesta segunda-feira, reunião de comissão indicada pelo prefeito no decreto pelo qual o município reassumiu o serviço servirá para dar o tom do que pode acontecer nos próximos dias e até meses. Essa reunião definirá, por exemplo, de que forma a Prefeitura vai colocar em prática a ocupação das instalações e a requisição de bens, equipamentos, materiais e até empregados da unidade de Franca da Sabesp.
José Paschoal Ribeiro, chefe de gabinete do prefeito, Eduardo Campanaro, procurador municipal, e Caetano Perobelli, presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações), estarão na sede da Sabesp pela manhã. Somente depois da conversa que o trio terá com o superintendente da Sabesp, João Batista Comparine, será possível para as duas partes falar sobre como deve ser o período de transição do serviço, que Sidnei classificou como “incalculável”.
Sidnei Rocha acredita que não haverá nenhum prejuízo à população. Uma suspensão do serviço ou uma espécie de retaliação da empresa são hipóteses totalmente afastadas pelo prefeito. “Não tenho nenhuma preocupação em relação a isso”.
O próprio Comparine foi pego de surpresa pela decisão do prefeito. Ele garante que a empresa tomará medidas jurídicas para voltar a operar os serviços de água e esgoto na cidade nesta segunda. “Vamos ingressar com uma ação na Justiça para que a empresa continue prestando o serviço até o pagamento de uma indenização, como previsto no contrato. Para a Sabesp, o contrato ainda não se encerrou”, disse. Comparine disse ainda que uma reunião com os funcionários da empresa será feita também pela manhã de segunda. Nela, o superintendente da estatal vai apurar qual é a opinião dos 212 funcionários da empresa na cidade. De qualquer forma, ele adiantou que a prioridade é não causar nenhum prejuízo ao consumidor. “Não deixaremos, de forma alguma, a população desamparada”.
QUEM DÁ MAIS?
Em meio a um futuro pouco definido, o prefeito Sidnei Rocha deu ao menos uma certeza: está aberto a propostas. Durante a negociação do contrato, ele já havia sido procurado por outras três empresas. “Não discutimos nada porque estávamos em conversação com a Sabesp”. Agora, o prefeito afirma que pode passar a discutir com outros interessados que “correspondam” ao interesse do município. Ele diz até que a própria Sabesp pode melhorar sua proposta. Nem mesmo a hipótese de abrir uma licitação de concessão do serviço nos próximos meses foi afastada por Sidnei. “Ainda precisamos tomar conhecimento do que significa gerenciar o serviço”, disse o prefeito.
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