Adriana Telini Pedro pode voltar ao trabalho nesta segunda-feira


| Tempo de leitura: 2 min
Adriana Telini após audiência na OAB de Ribeirão
Adriana Telini após audiência na OAB de Ribeirão
A advogada francana Adriana Telini Pedro, 35, acusada de ligações com o crime organizado, está de volta ao trabalho. Depois de uma suspensão preventiva de 90 dias, a profissional já está liberada para atender normalmente em seu escritório, na Rua Marechal Deodoro, no Centro, e atuar nos Fóruns e cartórios extrajudiciais, a partir desta segunda-feira, 24. Apesar do fim da suspensão preventiva, Adriana Telini foi punida, no último dia 16, por mais um ano no julgamento do processo disciplinar principal. No entanto, a partir do momento em que o recurso for interposto na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo pelo advogado Antônio Moraes Silva, haverá a suspensão da pena, que só poderá ser aplicada após julgamento do recurso na capital paulista ou, dependendo do caso, no Conselho Federal, em Brasília, num processo que poderá durar de três a quatro anos. Enquanto isso, Adriana Telini pode atuar impunemente. A suspensão preventiva havia sido dada pela 13ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB no dia 23 de junho, por 14 votos a favor da suspensão, nenhum contra e quatro abstenções. Há 10 dias, o Tribunal de Ética julgou o processo principal e, por 10 votos a favor, nenhum contra e quatro abstenções, a advogada foi suspensa por um ano. Um dos defensores, o também advogado Antônio Moraes Silva, prometeu recorrer da decisão. A advogada é investigada pela Polícia há mais de um ano. Em junho de 2005, o bandido Eurípedes Moura Júnior, vulgo “Perna”, foi capturado dentro do escritório da advogada, logo após ter fugido da cadeia do Jardim Guanabara. Posteriormente, gravações telefônicas autorizadas pela Justiça flagraram a advogada dizendo ao marginal para que ele escondesse em sua residência, que fica ao lado do escritório. Em seguida, a subsecção local da OAB abriu um processo disciplinar contra a advogada, mas o pedido de suspensão preventiva ao Tribunal de Ética e Disciplina em Ribeirão Preto só foi realizado no dia 22 de maio, um dia após o Comércio ter publicado as primeiras gravações que mostravam diálogos de Adriana Telini com bandidos. Novas reportagens publicadas pelo Comércio mostraram que o escritório dela servia como central telefônica para a comunicação de bandidos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Em outra passagem, a advogada indicava à filha de um marginal preso no Jardim Guanabara onde estava enterrada uma porção de maconha.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários