Uma triste sina política, há mais de um ano, caiu sobre o País, de forma que os cidadãos que amam e trabalham pela grandeza do Brasil se sentem envergonhados pelo que isso significa de nódoa negra na História Pátria. Nesse ano e meio, vêm se sucedendo episódios de corrupção ligados à vida política e ao governo. Uma série de escândalos ganhou criminosas designações: “vampiros”, “mensaleiros”, “sanguessugas”, “operação tapa-buraco”, “valerioduto”, “pagamentos ilegais a marqueteiros” e outros ápodos, alinhados há dias pela imprensa, em artigo do senador Jorge Bornhausen.
Todos esses fatos que denigrem a administração do governo Lula, pelo envolvimento de correligionários do presidente, líder do PT (auxiliares diretos, membros de seu “staff” de campanha, agentes de finanças, amigos de velhos rega-bofes, e outros parceiros de colarinho branco), tornam-se uma afronta às tradições do Estado de Direito que a Nação lutou para alcançar. E nossa repugnância por essas maquinações, essas espertezas, essa falta de ética e intensa e inaceitável marginalidade nos leva a temores de um futuro político ameaçador, com a vitória provável de Lula e seus comparsas.
Os leitores, e eleitores, sabem que a última façanha dos partidários do PT é a chantagem montada contra José Serra e Alckmin, para atirá-los no rol dos crimes das “ambulâncias”, valendo-se de montagem destruidora, e financiada pelo Partido dos Trabalhadores, que colocou R$ 1.700.000,00 para pagar a trama delituosa. A Polícia prendeu em flagrante a quadrilha de chantagistas, cujo elenco a “Folha de S.Paulo” estampou em sua edição de 20 último: Freud Godoy, Luís Antônio Vedoin, Paulo R.Trevisan, Gedimar Passos e Jorge Lorenzetti.
Os fatos se desenrolavam exatamente nos dias da última semana, quando Lula participava da Assembléia Geral da ONU, em Nova York. E aí chegaram, quentes e avassaladoras, as notícias de Brasília, relatando a criminosa tentativa de chantagem, com ressonância na imprensa norte-americana. Lula costuma dizer, em seus discursos, que “conhece todo mundo // e que todo mundo o conhece”. Certamente “todo mundo” o conhece bem melhor. Agora. Os eleitores brasileiros também.
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