Dois crimes brutais descobertos num intervalo de apenas 48 horas assustaram e chocaram a população durante a semana. Em ambos os casos, os autores ultrapassaram os limites da crueldade e submeteram as vítimas a uma barbárie jamais vista na cidade. Por causa das semelhanças, a polícia acredita que os crimes tenham sido cometidos pelo mesmo assassino, supostamente um doente mental. Ele ainda não foi preso.
A onda de mortes violentas começou terça-feira. Por volta de 8h30, funcionários de uma usina cortavam cana na Fazenda Santa Izabel, perto do Clube de Campo, quando encontraram o corpo do lavrador Carlos Henrique de Moura, 23. Ele havia levado 12 facadas e quase teve o pescoço degolado. Cerca de R$ 2,5 mil que a vítima havia recebido como herança não foram encontrados, o que levantou a hipótese de bandidos a terem matado para roubar.
Na manhã de quinta-feira, trabalhadores rurais encontraram o corpo de Edmar Machado dos Santos, 40, na Fazenda Faquinha, próximo a São José da Bela Vista. A vítima também foi esfaqueada e teve o pescoço cortado. A cabeça foi arrancada e jogada a dez metros de distância.
Edmar trabalhava como gerente da indústria de calçados Yellow Port, situada no Jardim Francano, e havia recebido o pagamento da quinzena. “Pela maldade, parece uma vingança, mas não sabemos o que aconteceu. Espero que a polícia esclareça a verdade e que prenda o culpado logo”, disse o supervisor de seção, Vilmar Machado, irmão de Edmar.
A exemplo do lavrador Carlos, o gerente esteve em um bar freqüentado por prostitutas na região da Estação antes de ser encontrado morto. Pela relação entre os fatos, a polícia acredita que tenham sido mortos pelas mesmas pessoas e durante ocorrências de roubo. “Espero prender os autores no começo da semana”, disse o delegado Wanir.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.