Santa Casa se nega a internar aposentada


| Tempo de leitura: 2 min
A aposentada Valdelina Venâncio Inácio, 74, descansa, ao lado da filha, Maria Helena Inácio, após ter recebido curativos por empresa particular: alívio
A aposentada Valdelina Venâncio Inácio, 74, descansa, ao lado da filha, Maria Helena Inácio, após ter recebido curativos por empresa particular: alívio
A aposentada Valdelina Venâncio Inácio, 74, tem vários problemas de saúde e vive acamada. Ela não fala, não anda e nem enxerga. Para piorar, na noite de quarta-feira, 20, ela começou a sentir fortes dores e a chorar sem parar. Sua família constatou que ela estava com um sangramento próximo ao ânus, chegando a achar que poderia ser conseqüência de uma hemorróida inflamada. Rapidamente, foi levada ao Pronto-Socorro “Dr. Janjão”, onde a médica notou que o problema eram várias feridas (escaras) pelo corpo em razão de ela não poder sair da cama e solicitou, via fax, sua internação na Santa Casa para tratamento. O médico que estava de plantão na instituição, por sua vez, negou-se a atendê-la, alegando que o caso da aposentada não seria de internação. Sequer conversou com a profissional do “Janjão” para saber a real gravidade. A filha da aposentada, revoltada, registrou Boletim de Ocorrência contra a Santa Casa no Plantão Policial. A dona de casa Maura Inácio Silva, 33, disse que, no PS, o atendimento foi bom e que sua indignação começou após a negativa do médico da Santa Casa em atender sua mãe. “A médica do ‘Janjão’ viu que o problema era sério e pediu a internação. Quando chegou o fax para ela, estava negado. Aí, ela me orientou a ir embora e procurar o NGA no dia seguinte, mas consegui a consulta só para o dia 25”, disse. Inconformada, Silva levou sua mãe para a Santa Casa para tentar pessoalmente o atendimento. “O médico nem desceu. Nem pediu para me ouvir, pelo menos. Só falaram que já estava passado no fax que não ia internar. A menina da portaria mesmo falou para eu fazer o Boletim de Ocorrência por omissão. E minha mãe continua lá, em casa, sangrando e chorando de dor. Não anda, não fala, não enxerga e está lá, toda torta”. O problema da aposentada foi levado ao ar no programa A Hora do Cacete da rádio Difursora na manhã de ontem e a Prontomed, empresa particular da cidade, prontificou-se a socorrê-la em sua casa. No local, uma equipe ratificou o diagnóstico da médica do PS. “Nossa equipe fez um curativo, mas a paciente precisa urgentemente fazer um debridamento, que é a limpeza das escaras e a retirada de pus”, disse Hélio Lascala, um dos proprietários da empresa . “As escaras podem se agravar e se transformar em uma infecção generalizada, que pode matar um idoso em poucas horas.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários