Assassinatos violentos têm chocado a população de Franca nos últimos anos. O de quinta-feira ultrapassou todos os limites imaginários de crueldade, tornando difícil encontrar um adjetivo para definir a repulsa causada.
Não teve quem não se indignasse diante de tanta brutalidade. A notícia de que criminosos degolaram o gerente Edmar e jogaram sua cabeça no mato foi o comentário principal do dia na cidade.
No ônibus, no trabalho, nas ruas e em casa: todos falavam sobre o assassinato e repudiavam a barbárie. “Ouvi a notícia pelo rádio, mas não tive a dimensão exata do que aconteceu. Somente depois de ver as fotos no jornal é que me dei conta. É muito preocupante saber que existem assassinos com tal capacidade em Franca”, disse o industriário Luiz Humberto dos Santos.
Até mesmo as pessoas que convivem de perto com o mundo do crime se assustaram e ficaram chocadas.
“Realmente foi uma coisa impressionante. Todos que participaram das buscas e presenciaram o encontro do corpo ficaram arrasados”, afirmou o investigador Sandro.
Foi diante deste clima de revolta e indignação que ocorreu o sepultamento de Edmar Machado.
Familiares, amigos, colegas de trabalho e curiosos fizeram questão de passar pelo velório e de acompanhar o enterro no Cemitério Santo Agostinho. Abalados, os parentes não falaram com a imprensa.
No semblante de todos, era possível perceber a tristeza, dor e esperança de que a justiça seja feita o mais rápido possível.
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