A população francana amanheceu estarrecida ontem com a brutal morte do gerente Edmar Machado dos Santos, 40, e se perguntou: qual o motivo de tanta violência? Para a Polícia Civil, não restam mais dúvidas, ele foi vítima de um latrocínio.
Responsável pelas investigações, o delegado Wanir José da Silveira Júnior descartou as hipóteses de crime passional ou de morte encomendada, e apostou todas as suas fichas em um roubo seguido de morte. Os policiais ainda trabalham para identificar e prender os autores do crime.
O esclarecimento do caso é tido como questão de honra e apontado como o maior desafio da Polícia Civil na área do Deinter-3, que compreende mais de 90 cidades em toda a região. A equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) passou a sexta-feira em busca de pistas.
Os investigadores tentaram reconstituir os últimos passos da vítima e conversaram com algumas pessoas que estiveram com ela na véspera do assassinato.
Descobriram que após deixar um bar na Vila Santa Efigênia, por volta de 23 horas de quarta-feira, Edmar teria se dirigido para outro boteco freqüentado por prostitutas na região da Estação. Ele teria ingerido cervejas e ficado no local até o começo da madrugada, poucas horas antes de morrer. A missão dos policiais é apurar o que aconteceu na seqüência.
Edmar gastou menos de R$ 50 durante sua turnê pelos bares. O restante do dinheiro que ele tinha nos bolsos (um cheque de R$ 785 e R$ 250 em dinheiro) não foi encontrado.
“Então, temos uma convicção muito forte de que ele foi vítima de um latrocínio. A pessoa que o roubou acabou matando-o. Por enquanto, ainda não podemos precisar qual o motivo do bárbaro assassinato. Podemos estar diante de um criminoso doente, um psicopata”, afirmou o delegado Wanir.
O policial voltou a dizer que os pontos comuns entre a morte do gerente e a do lavrador Carlos Henrique de Moura, 23, ocorrida terça-feira, levantam a possibilidade de os crimes terem sido praticados pelas mesmas pessoas.
Ambos haviam recebido, estiveram em um bar em comum na Estação antes de morrerem e foram golpeados por facas parecidas. Também tiveram os pescoços degolados.
“As semelhanças são muitas e pode haver, sim, relação entre os crimes. A população pode ficar tranqüila. Em breve, vamos derrubar o caso e mandar os autores para a cadeia”, disse Wanir.
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