Professores e 20 alunos do segundo e terceiro ano do ensino médio da Escola Técnica “Doutor Júlio Cardoso” (Industrial) estarão hoje no assentamento do MST e MLST, na Fazenda Boa Sorte, em Restinga. O grupo passará o dia no local para ensinar técnicas de artesanato a jovens e mulheres de lá e plantar árvores frutíferas.
As mudas de figo, goiaba e laranja da terra, doadas pelo Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), ficarão no pomar da Cooperativa de Mulheres Solidárias da Boa Sorte, que começou a ser implantada pela Escola Industrial em 2005.
No curso de artesanato, os participantes aprenderão a enfeitar os vidros, fazer peças com sisal e em biscuit. “É uma forma de agregar valor aos produtos feitos e vendidos pelas mulheres do assentamento”, disse a professora Joana Borine.
Hoje, cerca de 27 famílias já comercializam compotas de doces, licores, conservas e farinha de mandioca, que preparam na fazenda. Os recursos arrecadados com a venda são usados para comprar panelas, fogões e outros utensílios para a cooperativa.
A implantação da cooperativa de doces na Fazenda Boa Sorte faz parte do projeto Coração Solidário, que ganhou o 5º Prêmio Escola Voluntária, promovido pela rádio Bandeirantes e Fundação Itaú Social. Dos 308 inscritos, o Coração Solidário ficou classificado em primeiro lugar. Com a colocação, a escola ganhou dois computadores. “Queremos proporcionar uma forma de geração de renda para as mulheres do MST e MLST”, disse Joana.
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