Fuga das empresas de Franca


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Sobre a fuga de empresas não só “francanas” mas de várias outras cidades para o Nordeste, devemos ressaltar que o problema não é tributário, mas principalmente de mão-de-obra barata ou regime de semi-escravidão. Esta migração se deve a três fatores: PRIMEIRO - a total falta de opção do nordestino para se auto-sustentar, chegando ao ponto de aceitar até o regime de semi-escravidão por uma questão de sobrevivência; SEGUNDO - o oportunismo de empresários desumanos e incompetentes que só visam ao aumento de seu patrimônio financeiro, sem pensar no patrimônio humano de seus “colaboradores”; TERCEIRO - administradores públicos e fiscais da região nordestina que fecham os olhos para esta situação toda. Afinal as Leis trabalhistas são para todos igualmente, aqui e lá. Onde estão os sindicalistas que se dizem defensores dos trabalhadores? Mas a nossa certeza é uma só: esta receita engessada não vai durar muito tempo, pois o principal fica aqui em nossa cidade, que é a mão-de-obra especializada ou “qualificada”, isso ninguém nos tira, nem governantes, nem empresário algum. “Onde tem qualidade tem emprego e tem competência”. Paulo Roberto Meneghetti Lourinho é leitor do Comércio

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