O protesto de ontem foi realizado depois de muitas idas e vindas do presidente da entidade, Jorge Félix Donadelli, que, durante a última semana, por diversas vezes, alterou o número de pares a serem queimados e chegou, inclusive, a mencionar que tinha desistido do evento. Tantas indecisões e falta de posicionamento acabaram esvaziando o ato dos industriais. Nenhuma entidade convidada de outro pólo, como Birigüi, Jaú e Santa Cruz do Rio Pardo (RS) participou. Entidades que apóiam a indústria, como Abicalçados (Associação Brasileira de Calçados) e Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), também não enviaram representantes.
Elcio Jacometti, empresário francano que preside a Abicalçados, foi uma das ausências mais sentidas. Até mesmo o Sindicato dos Sapateiros se manteve afastado do evento. A grande maioria dos funcionários que participaram era das fábricas dos diretores do próprio Sindicato das Indústrias.
Mesmo sem apoio, Donadelli se disse satisfeito. “A manifestação aumentou a auto-estima do empresário e do cidadão que, às vezes, por estar tão envolvido no trabalho, não consegue se fazer ouvir”. Em vez de queimar centenas de calçados no protesto, o sindicato optou por fazer doações. Ainda ontem o Núcleo de Assistência e Recuperação de Viciados (Narev) recebeu 750 pares.
O Sindicato da Indústria se comprometeu ainda a arrecadar cerca de 3,5 mil pares para doar às entidades que participam da Feira da Fraternidade.
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