Protesto calçadista reúne 2 mil em Praça


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Calçados são queimados durante ato organizado pelo Sindicato da Indústria de Franca, na Praça Central, na manhã de ontem. Sapateiros levantaram dezenas de faixas de protesto contra o governo federal
Calçados são queimados durante ato organizado pelo Sindicato da Indústria de Franca, na Praça Central, na manhã de ontem. Sapateiros levantaram dezenas de faixas de protesto contra o governo federal
Com a exposição de dezenas de faixas, leitura de uma carta que será encaminhada ao futuro Presidente da República, queima de 25 pares de calçados (durante pouco mais de cinco minutos) e o plantio de uma muda de Jequitibá, o Sindicato da Indústria de Franca, promoveu, na manhã de ontem, um ato de protesto na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro. O intuito foi chamar a atenção do governo para os problemas enfrentados pelo setor, como a concorrência com a China, guerra fiscal entre os Estados Brasileiros, e desvalorização do dólar. O “protesto pacífico” como foi chamado pelo presidente do Sindicato da Indústria, Jorge Félix Donadelli, reuniu cerca de 2 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar. Já o sindicato fala em 3 mil. A grande participação de trabalhadores se deu graças aos empresários, integrantes da diretoria do sindicato, que dispensaram os funcionários e, nas mãos deles, colocaram as faixas com frases de protesto. Empresários, autoridades, políticos e candidatos também deram o tom ao ato, que ficou carente da representatividade de outros pólos calçadistas. Wayner Machado Silva, diretor-regional da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), abriu o evento lamentando a situação enfrentada pelo setor coureiro-calçadista frente à desvalorização do dólar e à guerra fiscal. Em um discurso breve, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) lembrou que Franca já empregou até 30 mil trabalhadores e, hoje, emprega menos de 15 mil. “Temos uma ditadura econômica imposta no País”. Já o presidente da Câmara Municipal, Marcelo Mambrini (PMN), propôs que o sindicato realizasse uma caravana de trabalhadores e seguisse ao Congresso Nacional, em Brasília. Jorge Donadelli, por sua vez, disse que não descarta essa possibilidade, mas somente a partir da análise do protesto realizado ontem é que vai estudar outras manifestações.

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