Ford 1920, Simca, Aero-Willys, Jeep, Brasília, Opala, Gordini, Corcel, Variant, Zé do Caixão, F-l00 e C l0. Os nomes podem parecer estranhos ou remeter a um ferro-velho, mas são raridades que enchem os olhos de colecionadores e a partir de hoje poderão ser apreciados no Auto Raro 2006, a exposição de carros antigos de Franca.
Organizado pelo Clube do Automóvel Antigo, o evento segue até domingo no Poliesportivo e reúne mais de 150 antigomobilistas de diversas partes do País. A intenção é preservar a história dos exemplares, muitos deles curiosos e exóticos, que fizeram sucesso nas décadas passadas, e promover a confraternização dos apaixonados por carros, caminhões, picapes e motos que já perderam, há muito tempo, o cheiro de zero-quilômetro.
São esperadas 15 mil pessoas nos três dias do encontro, o qual também reunirá “mercado de pulgas” (venda de peças), shows, praça de alimentação, feira de artesanato, fotos de época, sorteio de brindes, atrações culturais e estandes com empresas do setor automobilístico.
Entre os destaques da exposição está o Chevrolet Tigre 1935, que participou do cortejo fúnebre do presidente Getúlio Vargas.
Preto, como convém a um veículo funerário, o caminhão tem no lugar da carroceria colunas, anjos, aves, guirlandas e muitos ornamentos dourados, tudo entalhado em cedro e com pátina dourada. Outro que deve atrair muitos olhares é o Cadillac Coupe De Ville 1954, muito utilizado em novelas de época.
Segundo Francisco Pereira Barbosa (Kiko), presidente do clube, a exposição é uma excelente opção de passeio para toda a família. A entrada é um quilo de alimento não perecível. As doações serão entregues ao IMA (Instituto de Medicina do Além). O evento começa às 8 horas.
Larissa Costa Pereira, 16, cursa o 2º ano do ensino médio e por mais estranho que possa parecer, faz parte do Clube do Automóvel Antigo de Franca, é uma das que organizaram o evento. Única sócia mulher, é também integrante da diretoria e edita mensalmente o boletim do clube. Seu interesse por “sucatas” começou aos 13 anos e hoje pode ser notado pelas inúmeras coleções de revistas, jornais, miniaturas, camisetas e crachás que tem sobre o assunto. “Comecei a freqüentar os encontros com o meu pai e depois não parei mais. Sou apaixonada por tudo que remete a carro antigo”, disse.
Ela espera que a exposição desperte o interesse por carros antigos em outras pessoas. “Tenho certeza de que muitos sairão do evento apaixonados”.
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