O acesso ao Aterro de Resíduos Inertes é proibido, mas não existe vigilância efetiva na área para coibir a entrada de adultos e crianças. Como vizinhos e o próprio porteiro confirmam, a presença de catadores de sucatas é comum no recinto. Eles arrebentam a grade do alambrado, normalmente à noite, para poderem entrarem no dia seguinte.
Informada sobre a situação, Valéria Marson, secretária de Obras, Serviços e Meio Ambiente (a pasta gerencia o aterro), disse que a equipe consertará a cerca hoje. “Há um mês, soube da entrada de pessoas e menores na área, fiz fotos e pedi para a Polícia Militar e Guarda Civil Municipal intensificarem a ação na área. As pessoas devem ter voltado.”
Ontem, Prefeitura e Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) encaminharam novo ofício à PM e Guarda Civil solicitando patrulhamento no bairro. “O funcionário não pode deixar a guarita, pois tem de controlar a chegada dos caminhões de caçamba. A pessoa também não consegue ter visão geral, precisamos de ajuda para fazer esse serviço”, disse Valéria.
João Marcos, presidente da Emdef, descarta a contratação de vigias para monitorar a área e evitar que arrebentem o alambrado. “Os catadores costumam ser muito agressivos. Para colocar vigia na área, precisamos de alguém armado. O aterro está para vencer. Vamos aproveitar a experiência no Aeroporto para reforçar o fechamento das outras áreas”, disse João Marcos, presidente da Emdef. O local pode receber entulhos até, no máximo, dezembro deste ano.
Para Valéria Marson, os pais precisam ter bom senso e evitar a entrada de crianças no aterro. “Eles são co-responsáveis, pois sabem que vários caminhões despejam caçambas cheias de entulho a todo momento e as crianças correm risco de se machucar.”
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