Duas mortes com muitos pontos em comum


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Terça-feira, 19, 8h30. Funcionários de uma usina que trabalhavam na Fazenda Santa Izabel, proximidades do Clube de Campo, avistaram o corpo de um homem caído no meio de um canavial. A polícia foi chamada e constatou que ele havia levado 12 facadas e quase teve o pescoço degolado. Horas depois, familiares do lavrador Carlos Henrique de Moura, 23, morador de Cristais Paulista, fizeram o reconhecimento do cadáver. Carlos trabalhava como catador de café em fazendas da região. Nunca havia se envolvido com a polícia e seu passatempo predileto era jogar bingo. Na noite de sábado, reuniu-se com os irmãos para dividir a herança deixada pela mãe. Recebeu R$ 2,5 mil. O lavrador e o gerente Edmar não se conheciam, moravam em cidades distintas e levavam vidas completamente diferentes, mas a morte deles tem muitos pontos em comum. Ambos foram assassinados a facadas, tiveram o pescoço degolado e haviam recebido dinheiro pouco tempo antes de morrer. Em comum, também foram vistos pela última vez em bares na zona oeste de Franca. “Investigamos a relação entre os dois casos. Os crimes têm pontos coincidentes e podem ter sido cometidos pelas mesmas pessoas. Essa é uma hipótese levada muito a sério pela nossa equipe”, afirmou o delegado Wanir José da Silveira Júnior. Apesar de não descartar nenhuma hipótese, a polícia acredita que eles tenham sido vítimas de latrocínios (roubos seguidos de morte). “No momento, ainda não podemos afirmar por que foram mortos de maneira tão violenta.”

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