O corpo do gerente de fábrica, Edmar Machado dos Santos, 40, foi encontrado decapitado às margens de um canavial. Ele foi colocado no meio de um matagal, o par de tênis que calçava foi retirado dos pés e a blusa que vestia arremessada no meio do mato.
O crime foi cometido com requintes de crueldade e selvageria. Uma cena jamais vista por muitos que acompanharam o trabalho da polícia, mas ainda restava algo a ser descoberto. Onde estava a cabeça da vítima?
Dezenas de lavradores e vários policiais realizavam buscas por toda a área onde o corpo foi desovado. Os investigadores trocaram revólveres por podões para devastarem o intenso matagal. Praticamente todos os policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) realizaram uma verdadeira varredura no meio do mato.
Após o encontro do corpo de Edmar, suas vestes foram sendo localizadas aos poucos. Primeiro o par de tênis e depois a blusa. Somente após duas horas de intensa procura a cabeça foi encontrada pelo investigador Aderson da DIG. Apesar de experiente, o policial ficou nitidamente abatido ao encontrar a cabeça da vítima.
“A cabeça estava distante cinco metros do corpo. É uma cena de terror. Quando achei a cabeça não consegui nem pegá-la. Tive que chamar um colega e foi ele que a pegou. É horrível só a cabeça da pessoa no meio do capim. Foi muita crueldade. O homicida pegou a cabeça pelo cabelo e jogou no mato”, disse o policial.
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