Vítima era considerada ‘responsável’


| Tempo de leitura: 2 min
O gerente administrativo Edmar Machado dos Santos, 40, divorciado e pai de um casal de filhos adolescentes, era visto por vizinhos da empresa onde trabalhava como uma pessoa séria. Chegava à sede da Yellow Port, localizada na Rua Claraval, no Jardim Francano, todos os dias em torno das 6 horas e recebia o padeiro com os pães e abria a fábrica para os funcionários. Era empregado da fábrica há 20 anos. E desde quando a Yellow Port ainda funcionava no Jardim Paulistano, cerca de cinco anos atrás, freqüentava um bar que funcionava de frente com o prédio. “Ele era um cara legal. Toda sexta-feira ia ao meu antigo bar com outros funcionários. Todos pareciam ter respeito por ele. Também era ele quem conversava com as pessoas que começavam a exagerar (na bebida) e aconselhava a parar”, disse o micro-empresário, proprietário do estabelecimento, Carlos Gonçalves, 42. “Vi eles esses dias passando na avenida (Brasil). Provavelmente tem amigos por aqui, mas não os conheço”, disse o comerciante. Romeu Resende da Cunha, vizinho da fábrica onde Edmar trabalhava quando ela já estava no Francano, identificou a vítima como “uma pessoa de respeito”. Ele conversava com o gerente sempre quando o encontrava na rua, ao fim do expediente, por volta das 18 horas. “Ele já tinha me falado de um filha que deve ter uns 12 anos e ia buscá-la na escola.”. A postura séria que passava na empresa parece que também deixava transparecer nas horas de entretenimento. Em uma “casa de massagem” da região oeste, a proprietária, que pediu para não ser identificada, disse que Edmar não ia ao local há quatro meses, mas freqüentava a casa ao menos duas vezes por semana. “Ele sempre vinha sozinho, sentava na sala e ficava fumando e bebendo cerveja. Não fazia programa e chegava geralmente depois das 22 horas”, disse a mulher. Ela afirmou não saber se Edmar havia brigado alguma vez com outros homens e afirmou que ele nunca discutiu com as mulheres que trabalham ali. O ex-patrão, Célio Caetano de Souza, viu pela última vez o gerente por volta das 17 horas de quarta-feira, quando a vítima saiu de sua empresa. Segundo ele, o funcionário não reclamava de qualquer sintoma de depressão ou problemas pessoais. “Nós conversamos ontem (na quarta-feira) somente sobre trabalho e ele não falou de problemas”, disse Souza. O empresário confirmou que Edmar era uma pessoa que cumpria suas obrigações no emprego e não soube apontar motivos para o crime. De acordo com o ex-patrão, o homem não tinha namorada. A família preferiu não dar declarações sobre o caso. Ninguém apontou possíveis inimigos da vítima.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários