Polícia fala em latrocínio, mas não descarta ameaça


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O dinheiro que o gerente Edmar Machado havia recebido como pagamento da quinzena não foi encontrado. Para o delegado Wanir José da Silveira Júnior, responsável pela investigação, o fato reforça a hipótese de que bandidos o tenham matado para roubar. “Trabalhamos principalmente na linha de um latrocínio, mas não descartamos outras possibilidades, tais como, vingança, ameaça ou ação desenfreada de um psicopata. Já recebemos algumas informações importantes e continuamos na busca de pistas que possam levar à autoria do crime”. A Polícia Civil trabalha com cautela e não divulga detalhes da investigação, mas o Comércio apurou que alguns suspeitos estão sendo acompanhados de perto. Pelo menos três pessoas teriam matado o gerente para roubá-lo. O motivo de tanta violência ainda é desconhecido. “Não temos como precisar: o autor pode ser muito frio, estar com ódio ou ser um psicopata que sente prazer nesse tipo de ação”. Apesar de acreditar em um latrocínio, a polícia não descarta a hipótese de um acerto de contas. No dia 26 de maio, um pespontador que prestou serviços para a fábrica em que Edmar trabalhava não gostou de ter o desempenho criticado e teria feito ameaças ao gerente e a funcionários. De acordo com Boletim de Ocorrência registrado no 1º DP, teria dito que seus assuntos eram resolvidos “na bala” e que a foto do gerente estaria estampada na primeira página do jornal. “Não podemos afirmar que a pessoa que ameaçou é a autora do crime, mas também não descartamos a possibilidade”. Seja qual for o motivo, o delegado Wanir, que trabalha há 15 anos em Franca, disse nunca ter visto um crime de mesma proporção na região. “Os autores demonstraram muita frieza e maldade. Estamos diante de um doente mental e não sossegaremos enquanto não pegá-lo”.

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