Um dos itens encontrados pelos peritos da Polícia Civil dentro do veículo Ipanema, pertencente a Edmar Machado dos Santos, foi uma carta, escrita aparentemente por uma mulher. Declarações de amor e tristeza com atitudes da vítima estão relatadas.
“Oi, Edi”, é o modo utilizado pela suposta autora do manuscrito para começar a carta. “Quando eu vejo você dentro de um bar meu coração dói muito. Dá vontade de pedir com a alma voltada para Deus que você vá para casa”, são as palavras de uma pessoa que aparenta ser evangélica, e desaprova as atitudes de Edmar.
O texto revela nas entrelinhas uma separação recente: “agora é você que vem nos ver quando estiver com saudades”, escreve a pessoa, citando inclusive o endereço para que Edmar a visitasse. Edmar, eu estou orando nas madrugadas. Assim consigo vencer toda força do mal. O poder de Deus é maior. Estarei sempre do teu lado em oração”, encerra a carta.
NO BAR
Três visitas em quatro dias. Esta foi a freqüência de Edmar Machado dos Santos ao bar localizado à Rua Sargento Marcos Alfredo Lance, bairro Santa Efigênia.
Segundo uma das proprietárias do local, as duas primeiras presenças foram na noite do sábado e no domingo, durante a tarde. Na quarta, 20, à noite, foi visto pela última vez por um familiar. “Eu servi uma cerveja a ele, e uma das meninas o acompanhou na bebida”, afirmou a comerciante.
Ao chegar acompanhado de um amigo, Claudimar Machado, o irmão da vítima, pediu mais duas cervejas, que todos beberam juntos.
Edmar, Claudimar e o terceiro homem, que não foi identificado, beberam e conversaram. Ao todo, foram consumidas cinco garrafas de bebida. O primeiro a sair foi o amigo de Claudimar, depois o irmão, e Edmar deixou o bar por último, segundo a dona do estabelecimento.
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