Criminosos degolam gerente


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Corpo sem cabeça é localizado pela polícia em canavial de São José da Bela Vista
Corpo sem cabeça é localizado pela polícia em canavial de São José da Bela Vista
O gerente de indústria de calçados Edmar Machado dos Santos, 40, foi morto com requintes de crueldade. Ele foi decapitado e teve sua cabeça jogada no meio de um matagal. O corpo foi encontrado na manhã de ontem. A polícia ainda não sabe as razões de tanta brutalidade, mas acredita que a vítima tenha sido morta durante uma ocorrência de roubo. As hipóteses de vingança, acerto de contas e, até mesmo, a seqüência de homicídios em série praticados por um psicopata também são investigadas. Essa última possibilidade é reforçada pelos pontos comuns entre a morte do gerente e a do lavrador Carlos Henrique de Moura, 23, ocorrida terça-feira. Ele também foi esfaqueado e quase teve o pescoço degolado. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de os dois crimes terem sido cometidos pelas mesmas pessoas. Divorciado e pai de dois filhos, Edmar trabalhava como gerente da “Yellow Port”, fábrica de calçados sediada no Jardim Francano. Ele deixou a sede da empresa às 17h30 de quarta-feira após receber o pagamento da quinzena, R$ 50 em dinheiro e um cheque de R$ 785. No período da noite foi visto tomando cervejas em bares freqüentados por prostitutas na Vila Santa Efigênia, zona oeste. Em um dos botecos, encontrou-se com um irmão e recebeu R$ 250 em dinheiro. Teria saído entre 22h30 e 23h15. O que aconteceu depois ainda é um grande mistério. O gerente não voltou para casa, no Jardim Dermínio, o que preocupou familiares e amigos. As suspeitas de que algo de ruim tivesse acontecido se intensificaram às 8 horas de ontem, quando seu carro foi encontrado abandonado perto de um posto de gasolina na Rua General Carneiro, entre o Centro e a Estação. O Ipanema vermelho estava ensangüentado. No interior do veículo, foi encontrada uma carta de amor sem assinatura do remetente, também suja de sangue. CENA DE HORROR Enquanto os policiais ainda periciavam o carro em busca de pistas no 2º Distrito Policial, um lavrador que trabalhava em um canavial próximo a São José da Bela Vista se deparou com algumas poças de sangue. Aproximando-se, avistou um corpo coberto por galhos e folhas de cana, apenas com os joelhos para fora. Assustado, comunicou o fato ao chefe, que acionou a Polícia Militar. Os policiais se depararam com uma cena de horror: ao puxarem o corpo das folhas, constataram que ele estava sem a cabeça. Também foram constatadas duas lesões provocadas por faca na axila direita e uma no braço esquerdo. Edmar estava com uma calça jeans e com uma camisa com o logotipo da empresa em que trabalhava. Imediatamente, a equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) foi acionada e começou a trabalhar no caso e com o apoio de mais de uma dezena de lavradores fizeram buscas nas proximidades para tentar encontrar a cabeça. Primeiro, acharam o tênis do gerente. Depois, a sua jaqueta. Seguindo as pistas, o investigador Aderson viu, debaixo de algumas árvores, a cabeça de Edmar, no meio do mato a cerca de dez metros do local em que o corpo decapitado foi encontrado. A polícia acredita que ela tenha sido arremessada do ponto do assassinato pelos autores da barbárie. Após liberar o corpo para ser examinado no IML, a equipe do delegado Wanir José da Silveira Júnior voltou suas atenções para tentar identificar os assassinos. O corpo de Edmar Machado dos Santos está no velório São Vicente de Paulo e será sepultado às 9 horas de hoje no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Nova Franca. Colaboraram Rodolfo César e Alex Henrique

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