Carta ao presidente da república


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Excelentíssimo Senhor Presidente, A comunidade de Franca está cada vez mais indignada com a crescente supremacia da violência em suas mais variadas formas. Temas como: a prostituição de menores, crianças nas ruas ou a precariedade e até ausência das escolas sempre serão bastante relevantes; sendo assim, é inaceitável que sejam olvidados, que os deixemos cair no esquecimento. Quanto ao primeiro problema tão habitualmente contemporâneo e tão repulsivo, até vergonhoso, nos faz refletir sobre suas causas e até mesmo almejar soluções para que o erradiquemos por completo. Com certeza, “a posteriori”, chegaremos à conclusão de que a origem do mesmo se encontra na expressiva discrepância socioeconômica entre as castas sociais. Cabe acrescentar que outra desastrosa conseqüência dessa desigualdade é o fato de ainda termos em nosso País uma elevada porcentagem de crianças desabrigadas vivendo em condições subumanas nas ruas, o que, sem sombra de dúvidas, aumenta consideravelmente a participação infantil no trabalho, subtraindo-lhes uma fase da vida tão importante na formação de uma pessoa. Talvez o mais saliente entrave ao desenvolvimento do País seja a tão precária e ausente escola. Apesar de ser um direito protegido por lei, como mostra o Estatuto da Criança e do Adolescente no capítulo IV, a educação no Brasil não é vista com seriedade, se assim o fosse, não seríamos classificados como o septuagésimo terceiro lugar em IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Em virtude dos argumentos apresentados, notamos a extrema importância de uma política social intensiva. A população brasileira clama ansiosamente por revolucionárias mudanças que possam ascender as mais baixas camadas econômicas ao nível digno de um ser humano. Investir na educação parece ser a melhor solução para que formemos em médio prazo uma Nação mais justa e menos violenta. Não existe melhor espaço para que iniciemos a erradicação de todos os nossos problemas, do que a escola. Lara de Lima Andrade é aluna do 2º colegial da Escola Pestalozzi e delegada regional dos direitos da criança e do adolescente

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