A Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura) ganhará status de secretaria a partir 1º de janeiro de 2007. Projeto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), aprovado pela Câmara Municipal na terça-feira, deu ao órgão independência da Secretaria de Governo, à qual ela é subordinada atualmente. Vinte e três cargos foram criados na fundação. Somente com folha de pagamento a previsão da Feac é gastar R$ 547.034,38 no próximo ano. Para quem acompanhou a polêmica extinção da Fundação “Mário de Andrade”, a mudança é um contra-senso. No começo de 2005, o governo Sidnei Rocha (PSDB) defendeu a extinção da fundação alegando que o local contava com mais funcionários do que precisava.
Atualmente, oito funcionários cedidos pela Prefeitura, por meio de uma portaria, compõem o efetivo total da Feac, criada oficialmente em 7 de março de 2005. Um concurso público para preencher os cargos criados pelo nova lei deve ser realizado no próximo ano. A partir de janeiro, além de seu presidente, Reginaldo Emídio, a fundação terá ainda dois chefes de setor, dois gerentes de serviço, dois diretores técnicos, dez escriturários, dois motoristas, dois técnicos em informática e dois ajudantes gerais. Juntos eles ganharam, anualmente, mais de R$ 547 mil. Somente o presidente da fundação receberá, em 2007, R$ 82.575,24.
Apesar de receber salário compatível com o de um secretário da prefeitura, Emídio não admite que, com a nova lei, a Feac ganhe status de secretaria. “Não considero. Eu, particularmente, e a minha diretoria, não consideramos. Diria que estamos em ‘início de casamento’, comprando os móveis, montando uma estrutura.
Secretarias já tem essa estrutura, que só é possível de ser montada com o decorrer do tempo”, disse o presidente da fundação que passará a ter mais funcionários, por exemplo, do que o Departamento Jurídico do município, que possui, hoje, 12 funcionários.
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